“O Sporting (...) está sob um ataque, externo e interno, sem precedentes. Nas últimas horas, a sucessão de notícias – umas verdadeiras (poucas), outras completamente falsas e caluniosas – pretende dar a ideia de um clube em desagregação e com uma liderança frágil, isolada e sem rumo”, pode ler-se, em comunicado hoje divulgado na página do clube na rede social Facebook.

No comunicado, o Sporting refere que o afastamento do grupo Inforphone é “apenas um exemplo da teia que está a ser urdida há muito tempo, com o objetivo claro de denegrir o Sporting e de derrubar a atual direção”.

O clube de Alvalade indica que a empresa tinha já anunciado em abril deste ano, antes dos atuais acontecimentos a afetar o Sporting, a intenção de cessar o contrato de parceria avaliado em 115 mil euros “por estar em dificuldades financeiras graves”.

“Um mês e meio depois desta troca de correspondência, o presidente executivo do Grupo Inforphone, num exercício de total desonestidade intelectual, decidiu contribuir ativamente para o ambiente que estamos a viver, recorrendo a argumentação que falha com a verdade, alinhando com os objetivos da campanha negra contra o Sporting Clube de Portugal e escondendo a situação financeira do grupo a que preside, e que são as únicas razões objetivas para a anunciada caducidade unilateral do contrato de parceria com a Inforphone”, pode ler-se.

Apelando à “calma e serenidade”, o Sporting alertou, por isso, para “as intenções de quem, interna e externamente, continua e continuará a alimentar” um “ataque torpe e soez” ao clube.

“Estamos, como sempre estivemos, a trabalhar em prol dos superiores interesses do Sporting Clube de Portugal e para cumprir os objetivos desportivos, nacionais e internacionais, que temos pela frente e honrar os compromissos assumidos, desde logo o anunciado empréstimo obrigacionista e a entrada em vigor da nova reestruturação financeira que está em fase de maturação jurídica”, referem.

As empresas Inforphone e GrupoVarius anunciaram hoje que vão acionar os mecanismos legais para retirar o patrocínio que atualmente concedem ao Sporting, na sequência da polémica em torno do clube.

Na terça-feira, antes do primeiro treino para a final da Taça de Portugal, em que o Sporting defronta o Desportivo das Aves, a equipa de futebol foi atacada na Academia de Alcochete por um grupo de cerca de 50 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos e jogadores. A GNR deteve 23 dos atacantes.

Paralelamente, foram constituídos sete arguidos na sequência de denúncias de alegada corrupção, incluindo o diretor desportivo do futebol, André Geraldes, que foi libertado sob caução e impedido de exercer funções desportivas.

O cenário agravou-se com as demissões na quinta-feira da Mesa da Assembleia Geral, em bloco, e da maioria dos membros do Conselho Fiscal e Disciplinar, instando o presidente do Sporting a seguir o seu exemplo, mas Bruno de Carvalho anunciou ao fim do dia que se irá manter no cargo.

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