Cerca de meia centena de pessoas, envergando cartazes e bandeiras de Portugal, aguaram que Rodrigo Torres cruzasse os pórticos da zona de chegada do aeroporto de Lisboa, para fazerem ouvir ao seu apoio e orgulho na participação do cavaleiro alentejano nos Jogos Olímpicos.

“Esta foi uma grande surpresa. Não estava nada à espera disto. Estou emocionado. Não estava à espera de chegar onde cheguei. Tentei fazer o melhor, como sempre, mas o cavalo superou-se e chegámos à final e conseguimos o que nunca pensei”, começou por dizer.

Bisneto de Domingos de Sousa Coutinho, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, Rodrigo Torres acredita que o ascendente tem motivos para estar orgulhoso.

“Espero que ele esteja lá em cima a olhar para mim e muito contente. Estou orgulhoso daquilo que consegui fazer. Era também uma responsabilidade por isso”, adiantou.

Foi ao ritmo dos Pink Floyd que Fogoso, assim se chama o cavalo, fez a prova que viria a abrilhantar a participação lusa no Ensino Equestre em Tóquio.

“A música foi uma escolha da minha mulher e do meu primo Samuel. A música foi escolhida há algum tempo. Tentámos escolher uma batida forte, com um ritmo forte para o trote do cavalo”, disse, realçando que o cavalo é de raça Lusitana e criado por Rodrigo Torres.

Depois desta participação nos Jogos e a receção no aeroporto, Rodrigo Torres estava longe de imaginar que no exterior estariam 10 cavaleiros, com outros tantos cavalos, dois dos quais da GNR, à sua espera e a fazer-lhe uma guarda de honra.

Rodrigo Torres ficou boquiaberto, passou por baixo da guarda de honra e no final ficou sem perceber como é que tinham deixado que 10 cavalos ficassem à porta do Aeroporto Humberto Delgado.

“É um grande orgulho poder ter aqui os meus companheiros de equitação, amantes do cavalo lusitano, e todos os portugueses. É uma loucura. São todos meus amigos e grandes cavaleiros. Isto é tudo o que conheci toda a vida. São apaixonados pela equitação, pelo cavalo e nada melhor que a presença deles a agradecerem este meu pequeno contributo”, concluiu.

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