Sem Vanessa Fernandes na comitiva, mas com João Pereira – que no ano passado venceu três títulos europeus, dois por Portugal em ‘sprint’ e na distância olímpica e um pelo Benfica na vertente de equipas – a delegação portuguesa tem um só dia para tentar os pódios.

“Vimos tentar uma das medalhas. Claro que vamos tentar ganhar a mais alta, o ouro. Fizemos a preparação a pensar nisso e pelo menos no setor masculino [João Pereira e João Silva], pensamos nisso. A Melanie [Santos] é jovem, mas já demonstrou que consegue bater-se com as melhores do mundo. A Gabriela [Ribeiro] é muito jovem e pode não vir para medalhas, mas vem para ganhar experiência”, disse à agência Lusa o técnico Lino Barruncho.

O chefe de equipa descreveu João Pereira e João Silva como dois dos “melhores da Europa e do mundo” e quanto à ausência de Vanessa Fernandes observou que se trata de “opção técnica”.

A 18.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo, que decorre até 01 de julho, vai marcar a estreia de uma comitiva portuguesa, sob a égide do Comité Olímpico de Portugal, estando este representado na cidade espanhola de Tarragona com 233 atletas de 29 modalidades.

Lino Barruncho admitiu que o facto da prova de triatlo ser de um só dia e de estarem em disputa três medalhas por género gera maior ansiedade, mas garante que “não será o stress que parará a equipa”.

“Com o tipo de atletas que trazemos ambicionamos sempre o pódio. Mas claro que numa competição de um dia, a maior parte das nações só pensam nisso. A nossa missão é mais difícil”, disse.

A equipa de triatlo começou o apuramento olímpico em maio e encara a participação nos Jogos do Mediterrâneo, os quais não contam para pontuação ou ranking, como uma experiência que simula o espírito dos Jogos Olímpicos.

“Isto apesar de ser uma prova que não conta para o apuramento olímpico é importante. É uma competição que simula muito o ambiente dos Jogos pela envolvência, por estarmos reunidos com outras modalidades do nosso país”, apontou o treinador.

Questionado sobre que países mais teme, Luís Barruncho enumerou a França e a Espanha, mas frisou que os atletas convocados “já estão habituados a lidar com as responsabilidades e só pensam em alcançar os objetivos”.

“Era muito bom se conseguíssemos fazer bons resultados nas modalidades, não só no triatlo. Porque isto é uma antecâmara de 2020 [referindo-se ao Jogos Olímpicos de Tóquio], ainda que faltem aqui muitas nações. É um bom teste para os Olímpicos”, concluiu o chefe de equipa do triatlo luso.

Portugal é um dos 26 países participantes nos Jogos do Mediterrâneo, nos quais estão nações de três continentes diferentes: Europa, África e Ásia.

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