O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje que o PIB cresceu 2,1% no primeiro trimestre em termos homólogos, ficando abaixo das estimativas dos analistas ouvidos pela Lusa.

Em comunicado, o gabinete de Mário Centeno destaca que "este ritmo de crescimento está em linha com a evolução da economia europeia, onde o crescimento foi afetado por vários fatores temporários" e lembra que se trata do "16.º trimestre consecutivo de crescimento inclusivo da economia portuguesa, mantendo-se a tendência de aumento do emprego, do investimento e de melhoria da competitividade".

"O crescimento do PIB continua a ser impulsionado por um forte crescimento do emprego, refletido num aumento expressivo da receita da Segurança Social, e na redução do desemprego. O crescimento do primeiro trimestre teve um importante contributo do investimento, mantendo-se assim o padrão de crescimento dos trimestres anteriores", sinaliza.

As Finanças destacam ainda que o comportamento das exportações no primeiro trimestre de 2018 esteve sujeito a um efeito de calendário significativo (menos dois dias úteis que no trimestre homólogo), com os dados preliminares do comércio extra-União Europeia para o mês de abril a indiciarem uma forte correção deste efeito.

Abril foi também o mês com o maior volume de exportações de sempre do comércio internacional para fora da União Europeia, acrescenta.

De acordo com a estimativa rápida hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Produto Interno Bruto (PIB), em termos homólogos, aumentou 2,1% em volume no primeiro trimestre de 2018 (2,4% no trimestre anterior) e, comparativamente com o quarto trimestre de 2017, aumentou 0,4% em termos reais (0,7% no trimestre anterior).

Os analistas ouvidos pela Lusa estimavam que o PIB crescesse 0,6% em cadeia e 2,2% em termos homólogos.

De acordo com o INE, a procura externa líquida registou um contributo mais negativo, “resultado da desaceleração mais acentuada das exportações de bens e serviços” do que a registada nas importações de bens e serviços.

“O contributo positivo da procura interna estabilizou no primeiro trimestre, verificando-se uma ligeira desaceleração do consumo privado, enquanto o investimento apresentou um crescimento ligeiramente mais acentuado, determinado pelo comportamento da variação de existências, refletindo o efeito base do contributo negativo verificado no primeiro trimestre de 2017”, sinaliza o instituto.

No que diz respeito à variação em cadeia, o contributo da procura externa líquida foi negativo, após ter sido positivo no trimestre anterior, observando-se um aumento das importações de bens e serviços superior ao das exportações de bens e serviços.

O contributo positivo da procura interna aumentou no primeiro trimestre, resultado da aceleração da formação bruta de capital fixo e do consumo privado, acrescenta.

O Governo estima que a economia portuguesa cresça 2,3% em 2018. A Comissão Europeia e Banco de Portugal apresentam a mesma estimativa, já o FMI está ligeiramente mais otimista, ao prever um crescimento de 2,4%.

Em 2017, o PIB português cresceu 2,7%.

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