“Nos 15 anos entre 2000 e 2014, a economia africana como um todo cresceu quase 6% ao ano, com o crescimento a ser alicerçado nos preços altos das matérias-primas e pelo grande aumento do investimento estrangeiro, principalmente da China e de outras grandes economias asiáticas”, escrevem os analistas.

Com o título ‘Está o tempo a esgotar-se para a economia africana?”, o relatório a que a Lusa teve acesso diz que, “no entanto, as taxas de crescimento em grande parte da região caíram de forma dramática nos últimos anos, com a taxa média geral a cair para apenas 2,5% por ano nos últimos três anos, ficando apenas um pouco acima da taxa de crescimento da população”.

Num dos gráficos apresentados no documento, a ISA diz que houve vários fatores que levaram aos problemas económicos recentes, “alguns dos quais foram culpa da região, e outros o resultado de fatores externos que a falta de diversificação económica tornou impossível de evitar”.

Em primeiro lugar e mais importante, escrevem os analistas, “os preços altos das matérias-primas que permitiram o aumento das taxas de crescimento no princípio da década acabaram em 2014, e mantiveram-se relativamente baixos desde então”.

Como a maioria dos países africanos estava dependente de uma ou duas matérias-primas para garantir quase todas as exportações, “esta queda nos preços teve um impacto devastador nas suas economias”, vinca a ISA, notando que “em nenhum local isto é mais evidente que nos maiores produtores de petróleo, como a Nigéria ou Angola, onde as taxas de crescimento económico caíram de forma dramática, acompanhando o preço do petróleo nos últimos anos”.

Além destas dificuldades, a ISA salienta que “a instabilidade política continua generalizada na região, tornando muito difícil atrair o tipo de investimento estrangeiro que é necessário para garantir indústrias e serviços capazes de exportar para o exterior, além das matérias-primas básicas”.

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