Em Braga, no final de um almoço com empresários da restauração, Francisco Rodrigues dos Santos acrescentou ser fundamental que, uma vez aprovada a verba proposta, “o Governo português esteja à altura das suas responsabilidades e que injete o dinheiro “diretamente na economia”.

“Isto [verba proposta] é um bom sinal, significa que a Europa resgatou os valores da solidariedade, da cooperação e da coesão coletiva. Resta saber que chave de repartição será usada, que verba é que efetivamente chegará aos cofres do Estado português e que obrigações de devolução terá Portugal face à Europa”, referiu.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, é importante que o Governo português faça “voz grossa” junto dos parceiros europeus e apele a um “mecanismo de solidariedade” que permita a reconstrução da Europa, “numa crise sem precedentes”.

"Para problemas globais, exigem-se soluções globais. Ou recuperamos juntos ou caímos em separado. Os estados têm de ser parceiros e não adversários dos empresários”, defendeu.

A Comissão Europeia propôs, na quarta-feira, um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros para “reparar os danos” provocados pela pandemia da covid-19 na União Europeia, podendo Portugal receber, entre subvenções e empréstimos, aproximadamente 26 mil milhões de euros.

O plano da Comissão Europeia tem de ser aprovado pelo Conselho Europeu, constituído pelos chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-membros, que realizará a próxima cimeira a 19 de junho.

Para o líder do CDS, é preciso esperar pela decisão do Conselho Europeu e saber que fundos chegarão a Portugal e de que forma serão aplicados.

“Não basta apenas ter este balão de oxigénio, é importante este sinal da Europa, mas que o Governo português esteja à altura das suas responsabilidades e que ao ter este balão de oxigénio o possa injetar diretamente na economia”, frisou.

Para Rodrigues dos Santos, é fundamental dar mais liquidez às empresas e fazer um choque de tesouraria.

“Daí as propostas que o CDS tem feito: linhas de crédito duplicando o valor e uma percentagem a fundo perdido, alargamento do ‘lay-off’ até ao final do ano, eliminação dos pagamentos por conta e mecanismo de acerto de contas entre o estado e os contribuintes”, referiu.

O líder centrista considera que o Governo tem optar por uma estratégia “completamente diferente” da que tem tido até aqui.

“Se opta pelo caminho da dívida, as empresas vão acabar por decretar insolvências e os trabalhadores vão para o desemprego”, alertou.

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