Os números foram avançados por Ana Abrunhosa durante uma audição regimental na comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República.

De acordo com a governante, só de terça-feira para hoje houve 4.100 microempresas a candidatarem-se a este apoio, o que, para Ana Abrunhosa, demonstra “a importância destas medidas e a vontade de as empresas não fecharem”.

Segundo a ministra, o programa Adaptar garante financiamento para microempresas com 80% a fundo perdido e para Pequenas e Médias Empresas (PME) com 50% a fundo perdido.

Este apoio serve, acrescentou, para que aquelas empresas “possam adquirir máscaras, luvas, viseiras, para que instalem medidas de segurança, digitalizem parte dos serviços, reorganizem o espaço de trabalho”, entre outras medidas que têm de ser implementadas, face à pandemia de covid-19.

De acordo com a informação disponibilizada na página da internet do ministério, na área das microempresas, já houve 7.544 candidaturas, com mais de 29 milhões de euros de intenção de investimento e um apoio solicitado de 23 milhões de euros.

Já ao nível das PME foram apresentadas 312 candidaturas, com um investimento total de 8,7 milhões de euros.

Ana Abrunhosa referiu ainda que o Governo pretende dar resposta às candidaturas no prazo de dez dias úteis, no caso das microempresas, e em 20 dias úteis para as PME.

O “Grande Confinamento”, devido à pandemia de covid-19, levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Para Portugal, o FMI prevê uma recessão de 8% e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020.

Já a Comissão Europeia estima que a economia da zona euro conheça este ano uma contração recorde de 7,7% do PIB, como resultado da pandemia da covid-19, recuperando apenas parcialmente em 2021, com um crescimento de 6,3%.

Para Portugal, Bruxelas estima uma contração da economia de 6,8%, menos grave do que a média europeia, mas projeta uma retoma em 2021 de 5,8% do PIB, abaixo da média da UE (6,1%) e da zona euro (6,3%).

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