Os atuais órgãos sociais estavam em gestão corrente até hoje, uma vez que o mandato da anterior administração, liderada por Licínio Pina, terminou no final de 2018.

O atual presidente está à frente dos destinos da Caixa Central de Crédito Agrícola, que é responsável pela coordenação e supervisão das 80 Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, desde 2013.

O gestor trabalha no banco há mais de 30 anos, sendo o seu lugar de origem a Caixa de Crédito Agrícola da Serra da Estrela.

Além do Conselho de Administração Executivo, será eleita a mesa da assembleia-geral e o Conselho Geral e de Supervisão.

A lista encabeçada por Licínio Pina, que é candidato a presidente do Conselho de Administração Executivo, conta ainda com Ana Paula Raposo Ramos Freitas, José Fernando Maia Alexandre, Sérgio Manuel Raposo Frade e Sofia Maria Simões dos Santos Machado como vogais.

O Conselho Geral e de Supervisão apresenta cinco candidatos a membros independentes, incluindo António Carlos Custódio de Morais Varela para a presidência, Vasco Manuel da Silva Pereira para a vice-presidência e três vogais: João Luís Correia Duque, Maria Helena Maio Ferreira de Vasconcelos e Vítor Fernando da Conceição Gonçalves. Há ainda quatro elementos não independentes.

A lista conta ainda com candidatos à mesa da assembleia-geral e ao Conselho Superior.

Em 14 de fevereiro foi aprovada em assembleia-geral extraordinária a revisão dos estatutos do Crédito Agrícola, para que de futuro cinco dos nove membros do Conselho Geral e de Supervisão tenham de ser independentes.

Atualmente, os nove elementos são representantes das caixas agrícolas.

O grupo cooperativo Crédito Agrícola é composto por 80 caixas de Crédito Agrícola Mútuo, a Caixa Central e as empresas que detém, como seguradoras, e tem cerca de 650 agências no total.

O grupo tem previsto fundir nos próximos anos 20 caixas, passando das atuais 80 para 60, justificando com a pouca rentabilidade e eficiência de algumas e ainda com a necessidade de cumprir exigências regulamentares que só são possíveis com caixas de maior escala.

O grupo bancário Crédito Agrícola teve lucros de 112,5 milhões de euros em 2018, menos 26% do que os 152,1 milhões de euros de 2017.

Na apresentação dos resultados, em Lisboa, em 26 de março, Licínio Pina justificou a descida do resultado consolidado com o facto de em 2017 ter havido uma importante venda de dívida pública, que melhorou o resultado de então.

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