Em Guimarães, de visita à BOX Santander Advance Empresas, que esta semana está naquela cidade, António Vieira Monteiro, questionado sobre os números do crescimento económico apresentados segunda-feira, referiu que o crescimento económico que o país registou deve-se também ao "esforço dos vários agentes económicos" a operar em Portugal.

O responsável por aquela instituição bancária salientou que Portugal "já não é" um país de "subempreiteiros", pelo que a "qualidade" acompanha o crescimento que o país tem registado.

"O crescimento económico é um elemento fundamental da recuperação dos bancos. Quando a economia cresce os bancos também crescem. É muito simples. O próprio crescimento leva à recuperação daquilo que parece irrecuperável", afirmou.

"O crescimento permite fazer mais operações, ao fazer-se mais operações permite aos bancos fazer mais dinheiro, o que permite fazer mais aumentos de capital", explicou o responsável.

Para António Vieira Monteiro, "os números que a economia apresenta são bons e têm a ver com o esforço que tem sido feito pelos vários agentes económicos do país, e que é acompanhado por uma coisa extremamente importante que é o desenvolvimento harmónico da atividade económica mundial, quer dos países chamados maduros quer dos países emergentes".

Isto porque, explicou, a Economia portuguesa "é uma Economia aberta" logo, disse, "se os outros mercados crescem" o português "também cresce".

Vieira Monteiro chamou ainda à atenção para a alteração do paradigma da produção portuguesa.

"É importante dizer que este crescimento é acompanhado com qualidade. Já não somos só um conjunto de subempreiteiros do têxtil, ou de calçado ou disto ou daquilo. Não, nós hoje temos qualidade e é essa qualidade que temos imposto nas nossas fábricas e na nossa forma de trabalhar", concluiu.

De acordo com a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais relativas aos primeiros três meses deste ano, divulgadas segunda-feira pelo INE, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 2,8% em volume no 1.º trimestre de 2017, em termos homólogos, depois de no trimestre anterior ter registado uma variação homóloga de 2%.

Este desempenho trimestral homólogo é, assim, o mais positivo dos últimos 10 anos, já que iguala o crescimento verificado no último trimestre de 2007, período em que a economia portuguesa cresceu também 2,8%.

O INE indica que, quanto à variação homóloga, "esta aceleração resultou do maior contributo da procura externa líquida, que passou de negativo para positivo", traduzindo o aumento mais acentuado das exportações do que o das importações, ao passo que a procura interna "manteve um contributo positivo elevado, embora inferior ao do trimestre precedente", registando-se uma "desaceleração do consumo privado e uma aceleração do investimento".

Comparando com o quarto trimestre de 2016, o PIB cresceu 1% entre janeiro e março, depois de no trimestre anterior ter registado um crescimento em cadeia de 0,7%.

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