De acordo com a consultora Dealogic, o mês passado foi o segundo maior de sempre, com 602 transações no valor de 329 mil milhões de dólares, apenas menos 3 mil milhões que o recorde estabelecido em julho do ano passado.

Os analistas consideram que as empresas tentam evitar as eventuais alterações fiscais ou no comércio internacional que Donald Trump ou Hillary Clinton podem introduzir, preferindo acelerar a conclusão das transações com as regras atuais.

Entre os maiores negócios do mês passado está o controverso plano da AT&T para comprar a Time Warner, a dona da CNN, da HBO e da produtora de filmes Warner Brother, por 85,4 mil milhões de dólares, uma operação que suscitou críticas de que a concentração de ativos de entretenimento pode prejudicar os consumidores.

Trump, que tem sido um crítico de grandes empresas como a Apple ou a Ford durante a campanha, criticou a transação, enquanto Clinton prometeu um escrutínio rigoroso do acordo.

Entre outros exemplos de grandes negócios no mês passado está a compra pela empresa de telecomunicações CenturyLink da Level 3 Communications por 34 mil milhões de dólares, e os planos da General Electric de fundir a sua unidade petrolífera com a Baker Hughes, no valor de 45 a 50 mil milhões.

As presidenciais da próxima terça-feira podem ter grandes implicações para as principais políticas económicas dos Estados Unidos, incluindo os impostos e o comércio internacionais.

Para além disso, os mercados financeiros preparam-se para uma possível subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal em dezembro, o que encareceria o custo da dívida, que tem sido, de resto, o principal recurso para a realização destes avultados negócios.

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