Juan-Galo Macià, diretor-geral da Engel & Völkers para Espanha, Andorra e Portugal tem por hábito perguntar aos taxistas em cada cidade que visita se sabe onde fica o centro de negócios (market center) da imobiliária alemã.

Em Lisboa, a pergunta começará a fazer sentido a partir do primeiro semestre de 2019, altura em que abrirá o primeiro centro de negócios de Lisboa destinado ao mercado de luxo num investimento de 1,3 milhões de euros.

Desse valor, “200 mil euros” serão destinados à formação e “700 mil euros” para o “espaço” que funcionará como uma “plataforma de negócios” para os agentes da imobiliária e terá “cerca de 500m2”. Ainda sem local "fechado” e em virtude dos valores atuais do imobiliário na capital portuguesa e às “propostas muito caras” que tem em mãos, Juan-Galo Macià admite dividi-lo “em dois” espaços autónomos.

Destinado ao mercado residencial e comercial de luxo, a “entrada” em Lisboa não é tardia. “Estaríamos a chegar tarde se fôssemos um fundo de investimento oportunista. Queremos um negócio a longo prazo na cidade, a 10, 20, 30 anos”, justificou Juan-Galo Macià que aproveitou para elogiar a política dos Vistos Gold.

“60% dos clientes são estrangeiros. Franceses e chineses, sendo que o perfil é de alguém que procura uma segunda habitação para passar temporadas em Portugal. O resto do ano sabem tirar partido de eventual rentabilidade”, enfatizou.

Em 2017, a Engel & Völkers faturou em comissões de venda 667,8 milhões de euros, dos quais 105 milhões de euros em Espanha, Portugal e Andorra. Portugal representou 5% do volume das vendas, quota que a imobiliária pretende duplicar no próximo ano.

“Vai ser um trabalho muito duro”, mas “queremos duplicar a quota de mercado”, antecipou Juan-Galo Macià.

Lisboa será, a nível de negócio, dividida em quatro zonas de Lisboa, Restelo, Centro, Parque das Nações e Parque dos Príncipes (em Telheiras), abrangendo as 24 freguesias da capital.

Paralelamente, para 2020, e olhando para Portugal e o mercado português, o objetivo é passar das atuais 12 agências para 20. “A ideia é vender mais oito franchising sublinhou Constanza Maya, responsável de expansão e apoio aos mercados de Espanha e Portugal.

Braga, Guimarães, Coimbra, Leiria, Aveiro, Faro e Madeira são os alvos da empresa que está em Portugal desde 2006 e que conta em Sintra com “um private office para vender Castelos e Mansões”.

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