A afirmação foi deixada por Jerónimo de Sousa aos jornalistas, após uma audiência da delegação do PCP com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém, em Lisboa, sobre o próximo ano político, incluindo a votação do Orçamento do Estado do próximo ano.

“Não temos obrigação nenhuma de o aprovar, mas não temos nenhuma reserva mental de não aprovar”, afirmou o líder comunista, que usou um aforismo popular para explicar a atitude do partido: “Perante o pano é que vamos talhar a obra.”

Jerónimo de Sousa afirmou que é preciso esperar pelas negociações com o Governo, pela apresentação do documento e pelo “exame comum”, a que se comprometeu no acordo parlamentar com o PS em 2015 que permitiu aos socialistas formar um executivo minoritário, para saber se vota a favor do Orçamento.

Uma “ideia central” que o secretário-geral dos comunistas transmitiu a Marcelo Rebelo de Sousa sobre o próximo orçamento é a necessidade de “continuação da reposição de rendimentos e direitos”, acordada, lembrou, nos acordos firmados com o PS na “posição comum”.

O líder e deputado comunista sublinhou a necessidade de aumentos de salários e das pensões, além da aposta no investimento público, em especial na saúde, na educação, na cultura, por exemplo.

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