“O momento atual é de estar à altura das responsabilidades e não de lhes fugir. O momento atual é de não desistir do país e de negociar incansavelmente por um orçamento e uma legislatura que nos deem as soluções de que precisamos”, defendeu o Livre, em comunicado, acrescentando que “é na especialidade que se fazem as negociações”.

Para o partido da papoila, uma esquerda com “uma maioria muito expressiva” na atual Assembleia da República “não pode abdicar da responsabilidade de fazer destes anos um marco decisivo na luta por um Portugal de justiça social e de justiça ambiental”.

Se ainda tivesse representação parlamentar, o Livre optaria pela abstenção para permitir “aprofundar o diálogo” à esquerda.

“O Livre assiste estupefato ao regresso a um sectarismo e taticismo entre partidos de esquerda que já no passado resultaram em consequências desastrosas para o país. Não é o Orçamento ideal mas também não é um Orçamento que justifique empurrar o país para uma governação a duodécimos em plena crise pandémica”, sublinha.

Não obstante as críticas ao Bloco de Esquerda, que hoje votará contra o Orçamento do Estado para 2021 na generalidade, o Livre considera que o documento do governo “não consegue concretizar as boas intenções com que se apresenta”, assentando numa “visão de curto-prazo” sem ambição.

“Faltou neste Orçamento do Estado a coragem para aprofundar e melhorar mecanismos do Estado Social, essenciais para combater a crise económica gerada pela pandemia da covid-19 e para garantir que ninguém fica para trás no combate a esta crise. Em vez disso, o Livre vê-se confrontado com um OE que não passa de um conjunto de remendos esburacados”.

A Assembleia da República deverá aprovar hoje, na generalidade, a proposta do Governo de Orçamento de Estado para 2021 apenas com os votos favoráveis da bancada parlamentar do PS.

O orçamento deverá ser viabilizado à justa, contando com abstenções do PCP, PAN e PEV, bem como das deputadas não inscritas Cristina Rodrigues (ex-PAN) e Joacine Katar Moreira (ex-Livre).

O PSD, BE, CDS-PP e os deputados únicos do Chega, André Ventura, e da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, já anunciaram o voto contra.

Depois da aprovação na generalidade, o Orçamento do Estado para 2021 será debatido na especialidade a partir de quinta-feira, devendo as propostas de alteração entrar até ao dia 13 de novembro. O documento será sujeito a votação final global no dia 26 de novembro.

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