A Galp referiu que o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) foi de 3,56 mil milhões de euros, menos 7,6% do que em 2022, de acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Por categoria, o EBITDA do 'Upstream' (exploração e produção de petróleo e gás natural) foi de 2,26 mil milhões de euros no ano passado, uma descida de 26,6%.

A empresa justificou a queda com a redução do preço do petróleo no mercado mundial, sublinhou que a produção aumentou 6% em 2023.

Na categoria 'Industrial and Midstream' (transporte, armazenagem e marketing de crude e gás natural), o EBITDA atingiu 929 milhões de euros no ano passado, mais do dobro do registado em 2022.

No entanto, a Galp admitiu esperar uma redução de 13% no EBITDA este ano.

A dívida líquida do grupo subiu de 1,21 mil milhões de euros no final de setembro para 1,4 mil milhões de euros no final de dezembro, mas recuou face aos 1,5 mil milhões de euros do final de 2022.

o Conselho de Administração da Galp vai propor um aumento de 4% dos dividendos em 2024 para 0,54 euros por ação e, com base no desempenho de 2023, um programa de recompra de ações de 350 milhões de euros a levar a cabo este ano.

No quarto trimestre do ano passado, o resultado líquido da Galp aumentou 4% em termos homólogos para 284 milhões de euros, com a petrolífera a destacar o “sólido desempenho operacional” do ‘Upstream’” e a “manutenção da contribuição do ‘Midstream’, embora limitado na área de refinação pela paragem planeada [para manutenção] em Sines”.

Neste trimestre, o EBITDA atingiu os 720 milhões de euros, sendo que, no ‘Upstream’, este indicador somou 599 milhões, um decréscimo homólogo de 24% resultante da saída dos ativos angolanos e de um ambiente de preços de petróleo e gás “menos favorável”.

Numa base comparável, no Brasil e em Moçambique, a produção aumentou 8% em termos homólogos, suportada pela contribuição do projeto FLNG Coral Sul em Moçambique e pelo aumento da disponibilidade e da eficiência das unidades operacionais no Brasil.

Já no segmento das “Renováveis & Novos Negócios”, o resultado antes de impostos foi de 21 milhões de euros, num trimestre sazonalmente baixo para a produção, refletindo um ambiente de preços de mercado mais baixos, mas beneficiando do aumento da capacidade operacional, refere a empresa.

Quanto à categoria “Industrial & Midstream”, registou um EBITDA de 63 milhões de euros, com uma “contribuição robusta” do ‘Midstream’ nas atividades de ‘trading’ de petróleo, gás e eletricidade, que “mais do que compensou a contribuição negativa do segmento Industrial”, na sequência da paragem planeada na refinaria de Sines.

Na área comercial, o resultado antes de impostos somou 54 milhões de euros entre outubro e dezembro, um trimestre de menor procura sazonal na Península Ibérica, mas em que se registou um aumento homólogo da contribuição dos negócios não petrolíferos e de baixo carbono.

No último trimestre de 2023, o investimento líquido da Galp foi de 382 milhões de euros, maioritariamente direcionado para os projetos de ‘Upstream’ em desenvolvimento no pré-sal brasileiro e para a campanha de exploração na Namíbia, bem como para o início da construção da fábrica de biocombustíveis avançados e da unidade eletrolisadora de 100 Megawatts (MW) em Sines.

Portugal absorve um terço dos 1.052 milhões de euros investidos pela Galp em 2023

A Galp anunciou hoje ter investido 1.052 milhões de euros em 2023, um terço dos quais (340 milhões de euros) em Portugal, sobretudo alocados a dois projetos para a descarbonização da refinaria de Sines.

Em comunicado, a petrolífera avança que o investimento de 1.052 milhões de euros no ano passado foi “maioritariamente direcionado para o crescimento do ‘upstream’ [exploração e produção], para a transformação do ‘downstream’ e para a construção de capacidade em renováveis”.

Segundo destaca, “o investimento em Portugal representou um terço do investimento total”, estando sobretudo alocado à decisão final de investimento de dois projetos em Sines - a instalação de 100 Megawatts (MW) de eletrolisadores para a produção de hidrogénio verde e uma unidade de biocombustíveis avançados -, ao crescimento da mobilidade elétrica e à modernização da rede de retalho.

“Com o compromisso de melhoramos o serviço e a oferta aos nossos clientes, modernizámos cerca de 100 lojas, investimos na manutenção e na segurança da rede de postos e instalámos 1.300 pontos de carregamento de carros elétricos, o que nos permitiu atingir a meta dos 5.000 pontos de carregamento na Península Ibérica”, detalha.

Em Sines, a Galp recorda ter efetuado duas paragens programadas e intervenções de melhoria de eficiência energética na refinaria, tendo dado “passos importantes” para a transformação deste polo industrial com o lançamento de “dois projetos de escala mundial que vão contribuir para a reindustrialização do país e para os objetivos de descarbonização”: A sua primeira unidade industrial de 100 MW de hidrogénio verde e uma unidade de HVO para a produção de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF, do inglês ‘sustainable aviation fuels’).

Já no Algarve, a petrolífera aponta o avanço da expansão do parque solar de Alcoutim e de uma “solução de armazenamento de larga escala”, enquanto em Lisboa concretizou a mudança da nova sede para Alcântara.

“Continuamos a executar o nosso plano de crescimento e transformação, em linha com a ambição de posicionar a Galp na liderança de projetos associados à transição energética”, sustenta a empresa, destacando 2023 como “um ano de progressos significativos na execução da estratégia” da empresa.

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