“A S&P reviu o ‘outlook’ de Portugal de ‘estável’ para ‘positivo’”, lê-se no comunicado da agência de rating.

No documento, a agência destacou a resiliência da economia nacional e a melhoria do custo associado à dívida externa.

No entanto, esta agência manteve o ‘rating’ da dívida portuguesa de longo prazo em “BBB”.

Em 15 de março, a S&P tinha subido o ‘rating’ de Portugal de ‘BBB-’ para ‘BBB’, dois níveis acima do grau de investimento especulativo, com perspetiva estável.

Então, a S&P adiantou que podia melhorar a sua avaliação de Portugal se a economia gerasse maiores excedentes e apresentasse um crescimento superior aos principais parceiros.

Mas alertou, igualmente, que podia descer o ‘rating’ de Portugal “se os recentes progressos na redução da dívida pública em percentagem do PIB [Produto Interno Bruto] estagnarem ou as autoridades reverterem reformas passadas que beneficiaram a flexibilidade do mercado produtivo e do trabalho em Portugal”.

Hoje, a agência vem basear a revisão da perspetiva em fatores como a avaliação de que o resultado das eleições legislativas não vai alterar a política orçamental.

“As eleições estão agendadas para o dia 06 de outubro. As recentes sondagens sugerem que os socialistas devem continuar a ser o partido [com mais votos], o que implica continuidade política”, referiu.

Desta forma, a agência de notação financeira Standard & Poor’s antecipa que “o Governo vai esforçar-se para garantir excedentes primários não interiores a 3% do PIB, garantindo assim uma queda constante do rácio da dívida face ao PIB durante o horizonte compreendido entre 2019 e 2022”.

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