Numa altura em que se devia estar a discutir, por exemplo, a forma mais rápida de privatizar a saúde e a educação, ou como combater a ignominiosa ideologia de género que quer obrigar todas as crianças a ser transgénero, vai-se voltar a perder tempo a falar de uma das coisas mais horríveis do mundo.

A eventual legalização desta droga, que como todas as drogas é uma artimanha do Diabo como um atalho para o Inferno, trará uma série de perigos adstringentes para a sociedade. Para começar, vários estudos comprovam – como assim, onde é que vi os estudos? Na internet, claro, é só pesquisarem – que 72% das pessoas que começam a fumar erva, após um ano, já estão a chutar cavalo, beber shots de gasolina e, nos casos mais graves, a cheirar linhas de cotão que retiram do umbigo, tal é o desespero.

Depois, onde é que se venderia a droga (até me arrepio de cada vez que escrevo esta palavra)? Em lojas, para que todas as crianças as pudessem comprar? Que disparate abissal achar que, só porque seria legislado de modo a que só maiores de idade as pudessem comprar, os lojistas iam confirmar idades, tal como fazem com o álcool e o tabaco. Não sejam anjinhos. A droga corrompe tanto que os lojistas venderiam erva até a uma criança que passasse na mercearia só para comprar um pacote de gomas (das normais, não é cá das com sabor a canábis que a Fátima Campos Ferreira referiu em pânico, e bem, 57 vezes no último Prós e Contras). Continuando ilegal, sabemos com certeza que não serão os dealers a pedir o Cartão de Cidadão aos jovens para saberem se já têm idade, e por isso as crianças compram com muito mais facilidade do que comprariam em qualquer loja. Mas pelo menos fazem-no às escondidas, em locais estranhos e às vezes perigosos, em vez de ser à vista da sociedade em lojas devida e vergonhosamente reguladas.

Outro argumento da esquerdalha a favor da legalização é que assim se poderia controlar também a qualidade da droga, o nível de THC, todos os seus constituintes, para assim assegurar um produto de qualidade e não misturado, ou produzido, com ingredientes muito mais tóxicos. Sinceramente, as desculpas que eles inventam! Droga é droga, meus meninos! Se querem animação legal no corpo, têm centenas de tipos de álcool, dezenas de marcas de tabaco, milhões de produtos com quantidades tão grandes de açúcar que vos dá mais estrica do que coca ou ecstazy. Tudo isto legal, tudo isto aceite pela sociedade, tudo isto aceite por Deus. E daí o meu último argumento (tenho muitos mais, mas vou guardar para uma próxima). Já viram na Bíblia alguma referência a fumar canhões? Eles, por acaso, andam todos enrolados em mortalhas na altura, mas não é por aí. A Bíblia fala de vinho, fala de bolos e refrigerantes (acho eu, agora também não me lembro bem) e fala até de cigarros, naquela parte em que Moisés teve de fumar um para relaxar depois do esforço que foi para abrir o mar. De droga nunca fala, porque tem de continuar a ser demonizada, porque é do Diabo. Xô, Satanás, xô.

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

- O Irlandês:  grande filme, como era expectável.

- Fábrica de Mentira, uma viagem do mundo das fake news: de Paulo Pena, bom livro sob o tema, especificamente sobre as fake news em Portugal.

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