Desde 1950 já foram produzidas no mundo 8,3 mil milhões de toneladas de plástico. O volume total de resíduos em Portugal está estimado entre 20 a 30 milhões de toneladas, sendo que 4,64 milhões de toneladas são respeitantes a resíduos urbanos. Desses, 20% são referentes a resíduos de embalagem, aferindo-se em cerca de 11% o valor atinente a resíduos plásticos. E que, só no ano de 2016, e no âmbito da retoma do Sistema Integrado da Sociedade Ponto Verde, foram contabilizadas cerca de 26 milhões de toneladas de garrafas plásticas.

Todos os anos no mundo, segundo dados da ONU, 8 milhões de toneladas de plásticos vão parar às águas. Se continuarmos assim, até 2050, pode haver mais plástico que peixes nos mares.

Neste momento, é claro para todos nós, que um dos principais problemas ambientais no mundo é o lixo marinho, com destaque para as garrafas de bebidas, que se tornou uma ameaça não só à saúde dos nossos mares e costas, mas também à nossa economia e às nossas comunidades.

Desta forma, não podemos deixar continuar tudo na mesma, como se não soubessemos que o plástico é um problema grave para o nosso ambiente e que coloca em causa a qualidade de vida e a preservação dos oceanos. Os alertas são cada vez maiores. É preciso agir. E isso tem mesmo de começar na sua casa. Por este motivo, permita-me que partilhe convosco algumas medidas simples e que poderemos adotar de forma imediata no nosso dia-a-dia:

Beba sempre água da torneira -  A qualidade da água canalizada é excelente em Portugal . Ter um jarro de vidro ou utilizar garrafas reutilizáveis para transportar água da torneira consigo para todo o lado, é fácil, e contribuirá para redução do plástico e do CO2. E se estiver no café ou no trabalho, faça o mesmo, usando um copo de vidro em vez do copo descartável.

Não use sacos de plástico – Traga sempre consigo um saco de pano, de serapilheira ou de materiais reciclados, use-o quando for às compras, em qualquer lugar poderá recusar a oferta ou venda dos sacos de plástico.

Diga não às palhinhas – Recuse a utilização de palhinhas nas bebidas em casa e fora de casa. Infelizmente, as palhinhas, os cotonetes e os talheres de plástico representam 70% dos resíduos marítimos e devemos eliminar estes produtos, substituindo-os por alternativas amigas do ambiente.

Começar a comprar a granel – Hoje quase tudo o que compramos, mercearia, fruta, vegetais, cereais, vem embalado em plástico. Temos que exigir esta mudança no retalho e que os pequenos supermercados e grandes superfícies vendam a granel como nas antigas mercearias. Reduzir-se-ia significativamente a produção de plástico.

Acredito que este desafio se possa ganhar pela alteração dos nossos hábitos e pela nossa consciência ambiental, pois se formos pela aplicação de taxas, demoremos muito mais tempo a efetuar as mudanças urgentes que se querem em todo o mundo.

 

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