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Um Presidente a banhos

Rita Sousa Vieira
Rita Sousa Vieira

Marcelo Rebelo de Sousa foi a banhos em Porto Santo. Foi a décima visita à Região Autónoma da Madeira no decurso do mandato, desta vez a título particular. Sim, porque Marcelo foi de férias — ainda que pelo meio tenha promulgado o diploma do Governo, que cria um mecanismo de emissão de garantias de origem para gases de baixo teor de carbono e de origem renovável.

E foram umas simples férias? Não.

Para além de "matar saudades" a viagem teve o propósito de promover a ilha enquanto destino turístico, numa altura em que o setor está a ser afetado pela crise pandémica.

"Queria dar um exemplo de como isto é um paraíso para passar férias", salientou, reforçando: "Tive 'n' de convites [para encontros com entidades locais], mas não aceitei nenhum".

Madeira 1 - 0 outros convites.

Prometeu "praia, praia, praia". Teve selfies, selfies, selfies. Entre bolas de berlim e caminhadas pelo areal, o Presidente da República nunca se negou a uma selfie. Em terra e em mar. Com jovens e menos jovens.

Vimo-lo quase sempre de calções e toalha de praia, uma imagem que já não nos é estranha — como aquela frase de Fernando Pessoa sobre a Coca-cola. A caminho ou de regresso de um mergulho. E de máscara; o Presidente cumpriu a obrigatoriedade do uso de máscara em todos os espaços públicos.

"Eu assumi o compromisso de, quando ando na rua, desde sempre usar máscara. Portanto, é a minha maneira de ser. Mesmo quando não era obrigatório - e não é obrigatório no continente - eu uso", fez questão de vincar.

(será a sua maneira de ser ou uma opinião sobre o uso do material de proteção?)

O jornalistas esperavam-no, só que as perguntas não eram sobre a temperatura da água do mar. E Marcelo tinha a resposta pronta: "essas coisas ficam para depois das férias".

Se o mar enrola na areia, o Presidente enrolou na atualidade política. Nuns temas as férias foram desculpa para não comentar, noutros nem por isso.

O que Marcelo não comentou:

Salário mínimo. "É uma questão que envolve vários parceiros e, portanto, é prematuro estar a comentar aquilo que é um processo em curso".

Marcelo Rebelo de Sousa comentava, desta forma, uma notícia avançada na edição de hoje pelo semanário Expresso, que aponta para uma "subida de tom" na tensão entre parceiros para o aumento do salário mínimo nacional, que deveria chegar aos 670 euros em 2021 e aos 750 em 2023.

Caso Rui Pinto. "Respeito a decisão da Justiça e não tenho nada a comentar", afirmou.

O chefe de Estado vincou que nunca comenta decisões de juízes relacionadas com investigações em curso, reforçando: "Neste caso, têm-me perguntado ao longo do tempo o que é que eu tenho a dizer. Eu não digo nada, porque é uma matéria do foro da Justiça".

Festa do Avante!. "Não me vou pronunciar sobre uma realidade em que a Direção-Geral de Saúde definirá regras", disse.

No entanto, escreveu ainda o Expresso este sábado, o Presidente tem considerado a gestão política do PCP nesta matéria "incompreensível".

O que Marcelo comentou:

Listas 'negras'. "Tenho esperança de que, com o correr dos dias e até ao final do mês, haja a passagem integral das listas piores ou intermédias para as melhores listas em termos de turismo", afirmou .

"Isso é muito importante para a Madeira, é muito importante para o Algarve, é muito importante para o Porto, é muito importante em geral para Portugal", declarou, pouco antes de dar um mergulho no mar do Porto Santo, apesar da chuva que hoje se faz sentir na ilha.

Porto Santo. "Tem condições únicas, vejam que ainda esta manhã eu fui nadar chovendo, mas em condições de temperatura muito agradáveis, cá fora e dentro de água, e agora, quatro horas depois, vejam como o tempo estabilizou e como isto significa aquilo que é fundamental em Porto Santo: a previsibilidade", disse.

O Presidente reconheceu, porém, que o desenvolvimento do turismo na região é prejudicado ao nível das acessibilidades. "É evidente que tudo se terá de fazer para ir melhorando as ligações, as acessibilidades de toda a natureza e o preço dessas acessibilidades, nomeadamente quanto às passagens aéreas", justificou.

Na hora do embarque para Lisboa, ficou a promessa de regresso em fevereiro de 2021,"tenha sido candidato, tenha sido eleito, ou tenha sido candidato e não tenha sido eleito ou não tenha sido candidato".

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