O Vaticano considerou hoje que a decisão do Supremo dos EUA que elimina o direito ao aborto é uma questão que "interpela o mundo inteiro" e que é necessário reabrir um debate sobre a proteção da vida em sociedade.
O Presidente da República afirmou hoje que as recentes decisões do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, relativas às armas e ao aborto, fazem antever outras "no plano político e ideológico" no futuro, escusando-se a qualificar qualquer delas como retrocesso.
O Presidente norte-americano Joe Biden, numa reação em direto da Casa Branca, criticou a decisão do Supremo Tribunal, alertando que a anulação do direito constitucional ao aborto coloca em risco a saúde das mulheres por todo país.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos eliminou a garantia constitucional do direito ao aborto. A decisão, que anula a decisão conhecida por Roe vs. Wade, em vigor há cinco décadas no país, foi confirmada esta sexta-feira.
A governadora de Nova Iorque, Kathy Hochul, assinou na segunda-feira uma nova legislação que irá proteger as mulheres que queiram interromper a gravidez e os profissionais que oferecem estes serviços públicos.
A nova da lei do aborto foi aprovada em Conselho de Ministros esta terça-feira. Do pacote legislativo fazem parte outras medidas como a criação da licença menstrual. Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, fala numa lei que "amplia os direitos sexuais e menstruais" das mulheres. Ponto por ponto,
Milhares de manifestantes estão hoje nas ruas nos Estados Unidos sob o mote "Não toquem nos nossos corpos", para defender o direito ao aborto perante a possibilidade de o Supremo Tribunal o poder vir a anular.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM), que denunciou o caso junto da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), considera a retirada dos critérios, considerados "discriminatórios", uma "vitória".
O Senado norte-americano rejeitou hoje a Lei de Proteção à Saúde das Mulheres, que inscreveria o direito ao aborto na legislação federal, uma demonstração contundente da divisão partidária no país sobre a questão.
Os médicos de família, e restantes profissionais dos centros de saúde, já não serão avaliados pela quantidade de interrupções voluntárias da gravidez (IVG) realizadas pelas utentes da sua lista e pela existência de doenças sexualmente transmissíveis (DST) nas mulheres.
As deputadas Isabel Moreira e Alexandra Leitão são as primeiras subscritoras de um conjunto de perguntas dirigidas à ministra da Saúde, documento em que exigem absoluto respeito pelo livre recurso à interrupção voluntária da gravidez (IVG).
A ministra da Saúde recusou hoje qualquer intenção de penalizar profissionais de saúde que tenham assistido mulheres que optem pela Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) e garantiu que não está em causa a opção da mulher.
Um retrocesso no direito ao aborto nos Estados Unidos teria "efeitos muito prejudiciais na economia", impedindo as mulheres de continuar a estudar, aumentando as possibilidades de caírem na pobreza, alertou hoje a secretária do Tesouro norte-americana.
Médicos de famílias com utentes que fizerem aborto voluntário podem vir a ser penalizados caso o Governo aceite uma proposta com novos critérios de avaliação nas Unidades de Saúde Familiar modelo B (USF-B).
Ainda não aconteceu, mas tudo indica que vai acontecer: o tribunal federal norte-americano está a considerar anular a lei nacional que permite a interrupção voluntária da gravidez, cinquenta anos depois de ter decidido o contrário.
Várias organizações progressistas pediram na quinta-feira aos norte-americanos para marcharem em massa a 14 de maio nos Estados Unidos para defender o direito ao aborto, após a divulgação do projeto de uma decisão do Supremo Tribunal que desprotegeria esse direito.
O Senado norte-americano vota na próxima semana legislação que transformaria o direito ao aborto numa lei federal, enquanto os democratas intensificam a resposta ao projeto de decisão do Supremo Tribunal que reverteria a histórica consagração desse direito.
A maioria dos norte-americanos inquiridos numa nova sondagem (54%) considera que o Supremo Tribunal do país deve manter a decisão que protege o direito constitucional ao aborto.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou hoje um apelo a favor do direito ao aborto, colocado em causa nos Estados Unidos por um projecto de acórdão do Supremo Tribunal.
O ativista, que já realizou acrobacias semelhantes no passado, foi preso no topo da torre Salesforce em S. Francisco, nos Estados Unidos, na tarde de terça-feira.
O jornal norte-americano Politico noticiou, citando documentos não divulgados, que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos prepara-se para anular a decisão histórica de 1973 que reconheceu o direito ao aborto.
A polícia norte-americana prendeu e acusou de homicídio uma mulher hispânica que alegadamente provocou um aborto, no estado do Texas, onde a prática é quase totalmente proibida, noticiou hoje a imprensa local.
O BE questiona hoje o Ministério de Saúde a propósito da ausência de dados atualizados sobre a interrupção voluntária da gravidez, que não são divulgados desde 2018, pretendendo saber quando serão publicados os relatórios em falta.
O Ministério da Saúde polaco emitiu hoje instruções aos médicos para interromperem uma gravidez quando a saúde ou vida da mulher estiver em perigo, diretiva que surge num momento de confusão sobre novas restrições à lei de aborto.