O isolante é feito de carbono e apresenta-se sob a forma de milhões de tubos ocos, cada um equivalente a um fio de pelo, que são enrolados num bloco de aerogel do tamanho de esparguete.

O material, asseveram investigadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, é mais leve e resistente ao calor do que outros componentes isolantes, sendo raramente afetado pela água.

Além disso, por comparação com os pelos dos ursos-polares, o novo material é mais flexível, potenciando o seu uso como isolamento na construção de casas e na indústria aeroespacial, defendem os autores de um artigo publicado hoje na revista científica Chem, do grupo Cell.

Os pelos dos ursos-polares, ao contrário dos das pessoas e de outros mamíferos, têm uma estrutura oca, cilíndrica e longa, permitindo-lhes evitar perdas de calor nas condições ambientais geladas e húmidas em que vivem, no círculo polar Ártico.

Para os cientistas, o próximo desafio será produzir o material à escala métrica para testar a sua aplicação prática.

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