O filme, realizado por Ritesh Batra, é uma adaptação do romance de 2011 com o mesmo nome — “The Sense of na Ending”, de Julian Barnes — e narra a história de Tony Webster, o dono de uma loja que vende máquinas fotográficas Leica, prestes a ser avô, que um dia recebe uma carta que o faz recuar a um passado relativamente atribulado e desenterras alguns dos seus fantasmas.

A história de “O Sentido do Fim” vai sendo contada no presente, com recurso a flashbacks que mostram as situações vividas por Tony na sua juventude, nomeadamente nos tempos de faculdade.

Com um fantástico Jim Broadbent (ator britânico conhecido por papéis em filmes como “Moulin Rouge”, “A Dama de Ferro” ou “Iris”, pelo qual, de resto, venceu o Óscar de Melhor Ator Secundário em 2002) no papel do Tony do presente — o seu “eu” mais novo ficou a cargo do jovem ator Billy Howle —, o filme conta ainda com Charlotte Rampling (veterana atriz inglesa, nomeada para Óscar de Melhor Atriz em 2016 por “45 anos”), Harriet Walter (Babel, Expiação) e Michelle Dockery (nomeada para um Globo de Ouro de Melhor Atriz pelo seu papel na série Downton Abbey).

A história do filme é, no fundo, a história de uma vida. De várias vidas, é certo, mas na perspetiva de uma única pessoa. É, por isso, uma história de “perceção de vida”. Uma vida próxima da de todos nós. Mais do que, à partida, poderíamos pensar. Amor e ódio, felicidade e raiva, vida e morte: tudo isto são temas presentes na vida de cada um de nós, aquela que nos parece comum (porque é nossa) mas que, na verdade, pode não o ser para quem a vê “de fora”.

A exploração desses sentimentos é algo que o filme procura fazer, intrincando-os numa história em que o mistério nunca deixa de estar presente (porque a vida também tem disso, por vezes).

É fácil, por isso, em vários momentos do filme, identificarmo-nos com aquilo pelo qual as suas personagens estão a passar, porque todos nós (ok, os mais afortunados...) já estivemos apaixonados e todos nós (ok, os menos afortunados...) já tivemos desgostos de amor. Todos nós já vimos pessoas morrer, todos nós já vimos pessoas nascer. A vida – a “vidinha”, vá — é feita de tudo isso. E “O Sentido do Fim” também o é.

"O Sentido do Fim" estreia hoje e estará em exibição em várias salas de cinema do país.

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