“Já é a terceira vez que o FMI esteve cá. A primeira vez até o sentimos no corpo. Foi em 1984, creio eu, e foi o ano que tivemos menos espetáculos e, portanto, a crise afeta-nos tendencialmente”, contava o vocalista dos GNR, Rui Reininho, no âmbito da apresentação do primeiro CD/DVD, que inclui 12 temas do concerto no Estádio de Alvalade em 1992, um evento que contou com 40 mil pessoas, esgotando o recinto.

Rui Reininho diz que a banda nunca se preocupou muito em celebrar as “chamadas comemorações”, mas assume que a música que fazem tem sempre “cunho político”, até porque, ao longo dos seus 35 anos de carreira, já viram subir ao poder cinco Presidentes da República — Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa – e muitos mais primeiros-ministros.

Os três membros dos GNR – Jorge Romão, Rui Reininho e Tóli César Machado –, que hoje estiveram a falar com os jornalistas num bar do Porto a propósito do lançamento do primeiro CD/DVD que lançam em 35 anos de carreira, salientaram que só lhes faltava este formato (DVD).

“Faltava-nos na nossa coleção. Havia gente que não parava de nos instigar a termos este formato. Era o único formato que nos restava. Em 35 anos é indecente”, explicou Rui Reininho.

Tóli César Machado, por seu turno, afirmou que nunca foram “atrás de modas”, “nem do que se fazia lá fora”.

“Acho que fomos sempre uma banda independente”, assumiu Tóli César Machado, considerando que este novo trabalho que apresentam em DVD é um “formato com tendência a acabar”.

Em setembro passado, os GNR lançaram a biografia oficial “GNR – Onde nem a Beladona Cresce”, da autoria de Hugo Torres e editada pela Porto Editora, onde se fez um paralelo entre o que ia acontecendo no mundo e o que a banda ia fazendo em simultâneo.

Em novembro, os GNR celebraram os 35 anos ao vivo no Multiusos de Guimarães e no Campo Pequeno em Lisboa, mas a banda insiste que não dá especial atenção à celebração de datas.

“Não ligamos muito às chamadas comemorações, porque os anos vão passando (…). Há gente que comemora coisas um bocadinho esquisitas”, diz Reininho, criticando bandas que estão paradas 10 anos e dizem “afinal temos 20″.

“É um bocado como os divórcios, eu também teria 20 anos de casamento senão me tivesse divorciado há 10″, afirmou o vocalista.

A digressão da banda termina este mês com os concertos marcados para dia 09 no Casino Estoril, e dois dias depois no Coliseu do Porto.

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