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Joana Marques: “Como eu estou sempre a reparar no ridículo nos outros, também estou sempre a reparar em mim”

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Joana Marques e Mariana Cabral fazem RESET juntas para recordar as parvoíces da adolescência, os ataques de raiva por mau perder e os medos irracionais. Uma conversa que revela as cenas embaraçosas que não ficaram à vista do mundo porque na altura em que andavam no liceu ainda não havia redes sociais.
Joana Marques: “Como eu estou sempre a reparar no ridículo nos outros, também estou sempre a reparar em mim”

Eis que sai o último episódio da primeira temporada do RESET. O podcast, com apoio da Delta Q, fecha com chave de ouro: Joana Marques, amiga de adolescência da anfitriã, Mariana Cabral (Bumba na Fofinha). Com duas ex “adolescentes insuportáveis” – como se auto-designam –, não é difícil que a conversa resvale para as histórias mais caricatas. As comediantes conheceram-se no colégio “A Quinta das Palmeiras”, altura em que, diz Joana Marques, Mariana Cabral era sempre “a mais mal vestida da turma”. Mas foi no liceu, no Restelo, que começaram a fazer partidas, onde Joana era o “cérebro” das missões e Mariana a “protagonista” com lata suficiente para as levar avante.

“Queríamos ser rebeldes como se fossemos do bairro horrível e problemático, mas éramos só patéticas”, conta Joana Marques. Por ter tido pais demasiado restritivos, como conta, faziam tudo aquilo que eles não queriam que fizessem, incluindo apostas tão “estúpidas” quanto ficarem “deitadas na passadeira”. A comediante nunca gostou de sair à noite, mas, como não lhe era permitido, uma vez correu tudo quanto era discoteca com Mariana Cabral, numa festa do Big Brother, onde estava o Zé Maria, até serem enganados por um taxista na hora de voltar para casa. No entanto, Joana Marques acha que já eram engraçadas na altura, e que todos estes comportamentos eram só “80% de estupidez”. A vantagem é que, à época, ainda não havia redes sociais para guardar estas memórias meio sem jeito.

Num podcast a falar de falhanço, Joana Marques afirma que não tem muitos momentos de maior vulnerabilidade no trabalho, ou, pelo menos, não se deixa afetar com muita facilidade. Às vezes diz coisas na sua rubrica da manhã na Rádio Renascença, o Extremamente Desagradável, que já sabe que vão ser mais polémicas, mas lida bem com isso e com as críticas negativas, já que isso significa que quem lhe está a apontar o dedo “tirou 30 segundos” para lhe dizer alguma coisa. Pior mesmo é quando se engana, como uma vez em que disse que o vilão do Harry Potter, o Voldemort, era do Senhor dos Anéis.

Metódica com o trabalho, gosta de ter as coisas feitas com antecedência e até já teve pesadelos em que tinha de contar piadas nos Óscares e não sabia o que dizer. Mas no programa Isto É Gozar Com Quem Trabalha (apresentado por Ricardo Araújo Pereira e em que faz parte da equipa de guionistas) aprendeu a preparar tudo em cima de joelho e, já com os filhos, percebeu que às vezes nem tudo fica feito nos momentos desejados. Por estar “sempre a correr para qualquer coisa”, gostava de ter mais tempo sem fazer nada, para ter mais espaço criativo.

Mas se a vida profissional não é uma grande fonte de stress para Joana Marques, o mesmo não se pode dizer de momentos em que pode perder ou ganhar algo. Basta ouvir algumas passagens deste podcast para se perceber que a comediante é muito, muito, mas mesmo muito competitiva. Mariana Cabral diz que a amiga é mesmo capaz de se transformar num “monstro” e que é “possuída por um demónio”. Já fez uma raquete voar durante um jogo de padel. Já atirou uma carta à cabeça do marido (Daniel Leitão, com quem fazia o Altos e Baixos). Já pontapeou alguns objetos durante jogos de futebol (antes que perguntem: é do Futebol Clube do Porto). Já deu “um piparote” no tabuleiro do Trivial quando estava a perder, numa atividade em família. E não tem paciência para deixar o filho ganhar sempre os jogos (como fazem muitos pais propositadamente), porque fica “farta de perder”.

Apesar de todos estes momentos, que já lhe valeram algumas situações muito constrangedoras em locais públicos, admite ter uma enorme noção do que deve ou não fazer. “Como eu estou sempre a reparar no ridículo dos outros, também estou sempre a reparar em mim”, explica. Por isso, policia-se muito nesse sentido.

Joana Marques admite ainda ter várias fobias, a começar por aviões. “Sempre que entro num avião acho que vou morrer”, confessa. Na verdade tem medo de “tudo o que seja desconhecido: aviões, viagens, doenças, cães, gatos” e “tudo o que possa constituir uma ameaça”. O medo de animais deve-se ao facto de não saber o que eles pensam, assim como os bebés, por isso não é pessoa de pegar nos filhos dos outros.

Sobre as coisas em que é mesmo má a fazer, diz logo que é “péssima” a matemática e que, quando era pequena “tinha horror a atividades de ginásio”. De facto, o desporto não é o seu forte. Uma vez, combinou com Mariana Cabral que ia fazer a corrida de São Silvestre e uma nova dieta. É claro que não cumpriu nenhuma das promessas. Afinal de contas, pergunta Joana Marques, “Qual era a razão para me estarem a oferecer travesseiros de Sintra e eu não comer?”

Tomar nota:

Este foi o último episódio da primeira temporada do RESET. Joana Marques foi a convidada escolhida para protagonizar esta última conversa. Mas, por cá, já passaram também Ricardo Araújo PereiraCarolina DeslandesRui Maria PêgoGisela João , Salvador Sobral, Capicua e José Avillez. Os episódios anteriores podem ser todos vistos ou revistos em formato áudio no Spotify e em vídeo no canal de Youtube.

Este projeto tem ainda um cunho solidário, já que em todos os episódios os entrevistados escolhem ainda uma associação à qual a Delta Q doa 500 euros. Desta vez, Joana Marques deixou que fosse Mariana Cabral a fazê-lo, e a sua amiga de adolescência escolheu o IPO, responsável por tratar e apoiar pessoas com doenças oncológicas.

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