1. 2018 ainda nos ouvidos

O ranking dos álbuns mais populares em 2019 nos Estados Unidos traz poucas surpresas, além do facto de metade dos títulos na lista serem remanescentes do ano passado. À cabeça, destaque para os discos de Post Malone, Beerbongs & Bentleys, e de Drake, Scorpion, editados respetivamente a 27 de abril e 28 de junho de 2019.

Os números abaixo dizem respeito ao total de unidades, que compreende faixas ou álbuns, digitais e em streaming.

1. Ariana Grande - Thank U, Next (2019) - 1,553.000
2. Billie Eilish - When We All Fall Asleep, Where Do We Go? (2019) - 1,304.000
3. Khalid - Free Spirit (2019) - 929.000
4. Lady Gaga & Bradley Cooper - A Star is Born original soundtrack (2018) - 889.000
5. A Boogie wit da Hoodie (2018) - Hoodie SZN - 810.000
6. Post Malone - Beerbongs & Bentleys (2018) - 756.000
7. Drake - Scorpion (2018) - 718.000
8. Queen - Bohemian Rhapsody original soundtrack (2018) - 705.000
9. Juice WRLD - Death Race for Love (2018) - 675.000
10. Jonas Brothers - Happiness Begins (2019) - 663.000

2. Billie Eilish, Billie Eilish, Billie Eilish 

Em comparação com 2018, quando cinco álbuns atingiram o marco do 1 milhão, até aos primeiros seis meses do ano apenas dois atingiram essa referência — Ariana Grande com Thank U, Next (1,55 milhões de unidades equivalentes ao álbum) e When We All Fall Asleep, Where Do We Go? de Billie Eilish (1,3 milhões).

A norte americana de 17 anos tem ainda dois álbuns na lista dos 10 vinis mais vendidos. Esta pode ser uma surpresa dada a sua base de fãs jovem e que não associamos ao consumo deste formato: 75 mil álbuns combinados entre When We All Fall Asleep, Where Do We Go? e o EP de 2017 dont smile at me.

As vendas de vinil de Eilish ganham mais relevância especialmente quando vemos o restante top 10 que inclui, nos dois primeiros lugares, Queen (provavelmente impulsionado pelo sucesso de bilheteria de "Bohemian Rhapsody"), assim como The Beatles, Pink Floyd , Bob Marley, Fleetwood Mac e Michael Jackson.

3. O cinema deu uma ajudinha

O relatório conclui que os maiores momentos musicais do ano tiveram a ajuda dos filmes que foram verdadeiros sucessos de bilheteria, destacando temas como "Shallow", de Lady Gaga e Bradley Cooper, em "A Star Is Born" (684.000 downloads pagos e 316 milhões streamns), ou “Sunflower”, de Post Malone e Swae Lee, em “Spider-Man: Into the Spider-Verse” (47,6 milhões de streams na semana seguinte à estreia).

Outro exemplo é “Bohemian Rhapsody”. A música que dá título à biografia musical teve 170.000 downloads pagos e mais de 170 milhões de streams. Mais, o grupo vendeu mais álbuns e músicas digitais do que qualquer outro artista este ano, com mais de 731.000 vendas de álbuns e 1,3 milhões de downloads pagos, respetivamente.

4. Streaming continua a crescer, mas mais lento

O consumo de música via streaming (através de plataformas como o Spotify ou YouTube) cresceu 31,6% em relação ao mesmo período de 2018 — 507,66 mil milhões de streams contra 385,75 mil milhões —, mas esse crescimento é mais lento do que no ano passado. No relatório intercalar de 2018, a Nielsen Music registrou um aumento de 45% no ano de 2018 em relação ao ano de 2017.

5. K-pop e reggaeton seduzem norte-americanos 

A pop sul coreana e os ritmos da América latina voltam a ser uma tendência, num mercado onde o rap e trap continuam a crescer. Destaque para o supergrupo feminino Blackpink, que atingiu a marca dos 18,6 milhões de streams na primeira semana de "Kill This Love", e temas bilingues como "Medellin", de Maddona e Maluma.

Noutros fenómenos, o relatório que analisa as tendências de consumo na indústria musical norte-americana, destaca a emergência do Tiktok (uma app para criar e partilhar vídeos curtos com mais de 500 milhões de utilizadores) como "maquina de hits"; o fenómeno “Baby Shark", que dá uma "mordidela nos streams de vídeo"; e a morte do rapper e ativista Nipsey Hussle que gerou um aumento de 2,776% no consumo do sua catálogo a 31 de março, dia em que foi assassinado.

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