Os programas gastronómicos e de chefs há muito que fazem parte das televisões. Há quem partilhe as viagens por esse mundo fora, quem visite e tente ajudar espaços com problemas à vista e há programas que elegem quem tem melhor arte para os tachos e pratos.

Ao vivo e a cores, com transmissão em direto, é o que propõe o Salmora “Live Kitchen & Bar”.

“É uma cozinha completamente aberta e não de aquário”, sublinha Manel Perestrelo, chef consultor deste conceito que foi introduzido neste espaço localizado em Vilamoura, Algarve.

A explicação é simples. O coração do restaurante - que ganhou nome devido à produção de sal que em tempos existiu na zona de Vilamoura, e que se lê 'salmoura', graças ao caratere grafado no O - é a grande cozinha aberta e sem segredos no centro da sala. À volta desta “live kitchen”, a partir de três mesas de chef, observamos e vivemos, por dentro, toda a sua dinâmica.

“As pessoas podem fazer perguntas a quem está a preparar o prato e ouvem a azáfama da cozinha. Sentimo-la”, diz, realçando as diferenças em relação a conceitos similares.

Para além de quase tocar em quem trata do nosso estômago, as câmaras instaladas na cozinha transmitem em tempo real tudo o que ali se produz para os ecrãs táteis espalhados pelos 300 m2 do espaço desenhado pelo arquiteto Vasco Vieira (Hotel Areias do Seixo), nas paredes, no balcão, na sala, esplanada e pelo jardim de inverno e de verão do restaurante.

O acompanhamento permite uma experiência gourmet interativa. “É uma espécie de 'big brother'. Cozinha ao vivo e em direto”, sustenta Manel Perestrelo ao falar do conceito que parece retirado de um programa de reality show sobre gastronomia e cozinheiros. O vouyerismo prologa-se para o enorme aquário decorativo com peixes tropicais de várias espécies.

Próxima paragem: Lisboa

Perestrelo contabiliza no seu percurso o curso de gestão de empresas da universidade Católica. Este foi somente um passo para perceber que o chamamento vinha da cozinha. A formação tida na escola alemã, onde ganhou “rigidez e disciplina”, ou os anos em que jogou râguebi nos quais retirou “as dinâmicas de trabalho em equipa”, ajudaram a compor.

Manel Perestrelo estudou na Escola de Cocina Hofmann, em Barcelona, depois rumou a Londres, onde estagiou na cozinha-laboratório do britânico Heston Blumenth, passou pelo Fat Duck (três estrelas Michelin) e assentou arte no Cantinho do Avillez e Café Lisboa, ambos do chef José Avillez.

Aos 32 anos, Manel Perestrelo é a cara portuguesa de investidores de outra nacionalidade que procuram novos conceitos “alavancados num chef” e que “trazem investimento para a Lisboa”. No Príncipe Real e em Campo de Ourique.

“Vamos explorar novos conceitos, senão seria uma cadeia e isso não nos interessava”, adianta.

“Investimentos na área da restauração, com conceitos diferentes, sendo um mais virado para a pastelaria”, desvenda o consultor, que é uma “espécie de garoto de propaganda com um selo de qualidade por detrás”, conforme é descrito por uma pessoa que lhe é próxima.

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