1 de maio.

Normalmente gravaria esta data na minha agenda por um motivo bem mais agradável: família, velas, cantoria, quem sabe uma lembrança. Foi o dia em que nasci. No Dia do Trabalhador.

Mas o motivo que me leva a destacar hoje a data é outro: Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a sua intenção de prolongar o Estado de Emergência até 1 de maio (o que está em vigor termina a 17 de abril).

O Presidente ainda vai ouvir os especialistas em saúde pública e o Governo, mas, assume, a sua convicção esta firmada. Assim, ao que tudo indica, a missão "Fique em Casa" vai prolongar-se pelo menos até ao primeiro de maio — chamo-lhe missão porque é com esse espírito que acredito muitos estarão a encarar este período de excepção para famílias e empresas.

Segundo o relatório de situação hoje divulgado Portugal deu o maior "salto" registado até agora no número de infeções, para um total de 15.472 casos, mais 1.516 face a esta quinta-feira, o que representa um aumento de cerca de 11%. O número de óbitos fixa-se agora nos 435, já as recuperações somam 233 casos.

"Não podemos brincar em serviço, não podemos afrouxar, não podemos neste momento decisivo baixar a guarda", disse Marcelo, justificando assim a sua intenção.

Para os estudantes do ensino básico e seus pais este prolongar previsível do estado de emergência vai ao encontro da decisão ontem conhecida de retomar o 3.º período sem aulas presenciais — o que, como assinalei ontem, nos fará regressar a um formato do qual só alguns têm memória, a (nova) telescola. Hoje retomo o tema apenas para assinalar que já está disponível a grelha de conteúdos que serão transmitidos na RTP Memória (canal 7 da TDT) e nos canais 18 (NOS), 100 (MEO) e 17 (Vodafone) da televisão por cabo.

Finalizo com uma série de notas positivas:

Lá fora, é de destacar o facto de o primeiro-ministro britânico continuar a dar sinais de melhoria depois de ter passado pelos cuidados intensivos por causa de uma infeção com covid-19. Boris Johnson até já faz "pequenas caminhadas" no hospital.

Há ainda que salientar o tema que hoje faz manchete nas capas dos jornais: o acordo que tardava no Eurogrupo resultou num pacote de ajuda financeira de emergência no valor de mais de 500 mil milhões de euros aos Estados-membros.

Por fim, um balanço ontem divulgado pela revista científica Nature contabiliza 115 vacinas candidatas contra o covid-19, das quais 78 estão ativas e cinco em fase de ensaios clínicos.

Mas não podia despedir-me sem deixar algumas sugestões para ler, ver, ouvir e até degustar:

O meu nome é Inês F. Alves e hoje o dia foi assim.

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