Verde. Verde foi a cor que caracterizou esta sexta-feira que passou, não só porque as suas variantes militares nos evocam o caso Tancos que continua a dominar a campanha das Legislativas, mas porque é por um futuro dessa tonalidade que milhões saíram hoje às ruas por todo o globo.

Sim, estamos no pico de uma campanha para definir o futuro do nosso país dos próximos quatro anos, e isto anda quente, mas mais quente está a ficar o planeta, e é por isso ficou marcada para hoje a primeira Greve Climática Global.

Respondendo ao apelo de Greta Thunberg, o objetivo é passar a fazer das sextas-feiras dias “pelo Futuro” nos 170 países que aderiram ao movimento. Em Portugal houve protestos, de Sines a Braga, passando pelo Porto e por Lisboa, onde várias centenas chegaram a bloquear a Avenida Almirante Reis.

O tema é cada vez mais contencioso, sendo que, como em tudo na nossa era, aquilo que é algo que deve ser alvo de reflexão e ação, está a descambar para uma questão de amores e ódios irracionais, mais sujeitas às pulsões da ideologia cega do que ao escrutínio.

É por isso que José Couto Nogueira dedicou um artigo onde expõe até que ponto a luta pela sustentabilidade é necessária, e a que ponto é que mas medidas tomadas já entram no campo da praxis disléxica. 

E falando em paixões irracionais, no verde e no futuro, o Silas foi contratado para a vaga deixada por Leonel Pontes no comando técnico do Sporting para garantir amanhãs mais risonhos.

O treinador de 43 anos prometeu ambição e “zero medo” para uma equipa que teima em não encontrar o seu rumo desde o início da temporada, ou arrisque-se dizer, desde o início do mandato de Frederico Varandas.

Apesar dos títulos obtidos na época passada, são já cinco os treinadores que passaram por Alvalade desde que se tornou no mais recente presidente dos leões. Silas promete estabilidade, mas os adeptos já estão a ficar cada vez mais preocupados, pelo que Varandas irá dar uma grande entrevista amanhã para tentar assegurá-los.

Mas se neste sábado não tiver interesse em acompanhar a actualidade desportiva, há muito para fazer para garantir que este seu amanhã também será melhor. Em Lisboa pode assistir ao final do festival de cinema Queer ou do festival de música fado Santa Casa Alfama’19, mas se é de reencontros que procura, na capital pode assistir ao regresso de José Carreras aos palcos nacionais na Meo Arena ou, no Porto, de Mão Morta aos álbuns, apresentando a banda bracarense o novo disco “No Fim Era o Frio” no Hard Club.

Eu sou o António Moura dos Santos e hoje o dia foi assim.

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