“Eu já estive em tantas zonas, já tive a minha ‘Marinha Grande’, aqui em Setúbal, em que só por sorte não fui apedrejado. E continuo a vir ao distrito de Setúbal”, disse o dirigente do Chega, durante a visita ao bairro da Jamaica, acompanhado pelo cabeça-de-lista do Chega às eleições autárquicas para a Câmara do Seixal, Henrique Freire.

“Não procuro nada disso. O que procuro é ir aos sítios. Tanto estarei em Cascais amanhã, como estou aqui hoje. Um político não vai só aos sítios onde se sente confortável, onde gostam dele. Se eu fosse onde gostavam de mim, ia só àqueles concelhos onde tive mais de 30% dos votos”, acrescentou André Ventura, sempre acompanhado por um forte dispositivo de segurança da PSP.

No passado mês de maio, André Ventura foi condenado em tribunal por "ofensas ao direito à honra" de uma família do Bairro da Jamaica, no Seixal, de quem exibiu uma fotografia durante um debate para as últimas presidenciais, apelidando os elementos que a integravam de “bandidos”.

O referido processo judicial está ainda em fase de recurso no Tribunal da Relação de Lisboa.

Durante a visita André Ventura foi interpelado por uma moradora que o acusou de “racismo” e de pouco ou nada fazer pelos pobres, mas a visita, que se ficou pelas imediações dos prédios degradados, decorreu sem incidentes.

“Se calhar, das pessoas que aqui vivem, 95 por cento não gostam de mim. Muito bem, mas eu sou um político eleito para o parlamento nacional e tenho o direito de olhar e ver com os meus olhos o que é que se passa em todo o país. E é isso que estou aqui a fazer”, justificou.

Referindo-se ao bairro da Jamaica e aos prédios muito degradados que ainda acolhem centenas de pessoas enquanto não é concluído o processo de realojamento, André Ventura defendeu que devem ser reabilitados ou demolidos, para evitar a guetização daquela zona do concelho do Seixal, no distrito de Setúbal.

O líder do Chega considerou uma “vergonha” a existência de bairros tão degradados às portas de Lisboa, afirmando que "envergonharia qualquer capital europeia" e defendeu que os edifícios devem ser "destruídos ou reabilitados" e se forem reabilitados as pessoas têm de pagar renda.

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