A exposição "A Europa Connosco: o Partido Socialista e as primeiras eleições legislativas livres" é uma iniciativa conjunta do PS e da Fundação Mário Soares e Maria Barroso que relembra através de fotografias, cartazes e recortes de jornal o PS em 1976.

Durante a inauguração, António Costa, que falava como secretário-geral do partido, recordou a primeira campanha eleitoral em que participou, na altura enquanto militante da Juventude Socialista, e afirmou que as prioridades e os compromissos daquela altura continuam atuais.

“O grande lema do programa do Governo do PS em 1976 era reconstruir o país. Infelizmente, hoje estamos de novo confrontados com uma crise terrível, onde aquilo que temos de ter como primeira prioridade é mesmo a recuperação económica e social do país”, afirmou António Costa, durante a cerimónia de inauguração, na sede do partido, em Lisboa.

Além dessa necessidade de recuperação, sublinhou também o papel dos socialistas, naquele ano e durante a década seguinte, na adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.

Para António Costa, a promoção e a concretização do projeto europeu “faz parte do ADN” do partido e esse objetivo, assumido em 1976 pelo PS de Mário Soares, mantém-se tão atual como há 45 anos.

“Quando ouvimos o ‘slogan’ “A Europa connosco” hoje também percebemos bem o sentido do que significa a Europa connosco”, afirmou.

Foi esse o ‘slogan’ da cimeira organizada por Mário Soares que, no mesmo ano dessas primeiras eleições livres, juntou no Palácio de Cristal, no Porto, líderes europeus dos principais partidos socialistas e sociais-democratas e que agora dá nome à exposição.

“Um comício memorável, repleto e transbordante de entusiasmo e esperança num Portugal livre, democrático e europeu”, recordou Isabel Soares, que esteve presente na cerimónia em representação da fundação.

A inauguração de um exposição dedicada ao PS e à Europa no mesmo mês em que Portugal assume a Presidência do Conselho da União Europeia (UE) não é coincidência e António Costa assinalou isso mesmo.

A recuperação da Europa, o reforço do pilar social da UE e da autonomia de uma Europa aberta ao mundo são as três prioridades da presidência portuguesa que, para o primeiro-ministro, mantêm vivos os objetivos do passado.

“São as prioridades com que daremos continuidade àquilo que foi um sonho, àquilo que durante 10 anos muitos não acreditaram que fosse possível, mas que graças ao PS e, sobretudo, a Mário Soares foi possível o país ter a ousadia de apresentar o pedido de adesão, negociar a adesão, batalhar pela adesão e conseguir a adesão. E felizmente que o fizemos”.

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