“Se, a qualquer momento, for necessário ou apropriado dar outros passos formais, incluindo a demissão da arquidiocese, é isso que farei”, garantiu em comunicado. Wilson incorre numa pena máxima de dois anos de prisão.

O prelado indicou que a decisão terá efeitos práticos a partir de sexta-feira e que foi adotada após consultar os seus advogados.

Dirigente da arquidiocese de Adelaide desde 2001, Philip Wilson, de 67 anos, foi acusado de omitir abusos sexuais cometidos pelo padre James Fletcher contra um rapaz de 10 anos, nos anos 1970, numa paróquia no Hunter Valley, a norte de Sydney.

Fletcher foi condenado em 2004 a oito anos de prisão por nove casos de abuso sexual, mas morreu 13 meses depois, na sequência de um enfarte.

Durante o julgamento, a defesa argumentou que o arcebispo, recentemente diagnosticado com a doença de Alzheimer, foi incapaz de comparecer perante o juiz devido ao impacto da doença nas “funções cognitivas”.

“Estou obviamente aborrecido com a decisão divulgada hoje”, disse Philip Wilson, num breve comunicado, depois de conhecer a decisão do tribunal, na terça-feira.

Wilson está em liberdade condicional até à leitura da sentença, marcada para 19 de junho.

A Igreja Católica, com forte presença na Austrália, recebeu queixas de 4.500 pessoas por alegados abusos cometidos por cerca de 1.880 membros da instituição entre 1980 e 2015, embora alguns casos datem dos anos de 1920.

No início deste ano, vários arcebispos australianos admitiram que a resposta da Igreja Católica no país aos casos de pedofilia estava errada e levou a uma situação de “negligência criminosa”.

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