A onda de mau tempo que afeta o norte da Itália estendeu-se à região de Trentino-Alto Adige, fronteira com a Áustria, onde se registaram fortes nevões.

Em Veneza e em ilhas próximas, as escolas voltaram a abrir as suas portas, enquanto os comerciantes e os residentes pegavam em baldes e vassouras para limpar as lojas e apartamentos invadidos por água e lama.

Montes de lixo apareceram nas praças e becos após a descida da água, que se encontra em 110-115 centímetros. Na passada terça-feira registaram-se 187 centímetros, a maior maré em meio século, que causou graves danos.

"Em pouco tempo vão estar à disposição dos cidadãos e das empresas os formulários para reivindicar uma indemnização", anunciou no domingo o presidente da Câmara Luigi Brugnaro depois de ter ocorrido um pico de 150 centímetros durante o dia.

Segundo as previsões meteorológicas, as marés não vão ultrapassar os 110 cm nos próximos dias, o que permitirá avaliar os danos que, segundo Brugnaro, chegam a mais de mil milhões de euros.

As imagens das inundações deram a volta ao mundo e geraram uma onda de solidariedade tanto em Itália como no exterior.

Centenas de pessoas adquiriram os livros que ficaram molhados da histórica livraria Cafoscarina, enquanto estudantes de todas as idades se revezaram com os seus secadores de cabelo na mão para secar as diferentes coleções de literatura, ensaios e história danificadas. Para ajudar a livraria a recuperar e a não perder totalmente o material, os livros danificados pela água estão a ser vendidos a metade do preço.

Em menos de 14 horas, vários bilionários russos doaram um milhão de euros para a restauração do património cultural afetado, incluindo 50 igrejas, algumas do estilo bizantino.

As doações foram feitas através da embaixada da Itália na Rússia, que organizou um espetáculo do maestro Valery Gergiev, diretor do teatro Mariinsky de São Petersburgo.

Agora a preocupação é com a onda de mau tempo que atinge o resto da península, com chuvas e rajadas de vento na Toscana (centro de Itália), onde o parque da Feniglia, um dos mais antigos, ficou parcialmente devastado pela passagem de um vendaval.

O ministro do Meio Ambiente dispôs nesta segunda-feira 25 milhões de euros para proteger e reforçar as margens dos rios e evitar riscos hidrogeológicos.

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