Espanha

Espanha registou 263 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, quase mais 100 do que na segunda-feira, tendo ainda morrido três pessoas com a covid-19, segundo o Ministério da Saúde espanhol.

O relatório divulgado hoje com a atualização da situação epidemiológica no país atualizou o total de pessoas infetadas desde o início da pandemia para 256.619, dos quais 263 diagnosticados no último dia.

A comunidade autónoma de Aragão é a região com mais novos casos (81), seguida da Catalunha (66), da Andaluzia (26) e Madrid (25).

Por outro lado, são agora 28.409 o número total de óbitos devido à pandemia, mais três do que na segunda-feira.

O relatório diário com a situação epidemiológica informa que já passaram pelos hospitais 125.797 pessoas com a covid-19, tendo dado entrada na última semana 165.

A política de Saúde é uma responsabilidade que em Espanha está descentralizada pelas várias comunidades autónomas e a da Catalunha é aquela que mais dificuldade está a ter em combater os surtos de covid-19, principalmente na região de Lérida.

O Ministério da Saúde espanhol assegura que a maioria dos 120 surtos ativos no país estão controlados.

O uso de máscaras em espaços públicos interiores e exteriores, mesmo no caso em que haja uma distância social de segurança, já foi aprovado por várias regiões e a última delas, a da Andaluzia, anunciou hoje que a sua utilização também se estende às piscinas e praias.

Reino Unido

O Reino Unido regista hoje mais 138 mortes e mais 398 casos de infeção por covid-19 relativamente a segunda-feira, de acordo com o ministério da Saúde britânico.

Os dados atualizados pelas autoridades indicam que, desde o início da pandemia covid-19 até hoje registam-se 44.968 mortes e 291.373 casos de contágio confirmados por teste.

Na segunda-feira tinham sido registadas 11 mortes, o número mais baixo desde 13 de março, e 530 novos infetados, 90% menos do que no pico da pandemia, embora os valores registados durante o fim de semana sejam sistematicamente baixos devido aos atrasos do processo administrativo.

Estatísticas oficiais publicadas hoje pelo instituto ONS indicam que o balanço real é mais elevado, já que só em Inglaterra e País de Gales foram registadas 50.548 mortes cujas certidões de óbito faziam referência à covid-19 entre 28 de dezembro e 03 de julho.

Juntando os dados relativos à Escócia e Irlanda do Norte e também aqueles mais recentes, o total de óbitos de covid-19 no Reino Unido, incluindo os casos suspeitos, está perto de 56 mil, embora o ritmo tenha decrescido significativamente nas últimas semanas.

Entretanto, um relatório publicado hoje pela Academia das Ciências Médicas estimou que uma segunda onda de infeções no inverno pode provocar mais cerca de 120 mil mortes, sobretudo entre janeiro e fevereiro.

Hoje, o ministro da Saúde, Matt Hancock, confirmou que a partir de 24 de julho vai passar a ser obrigatório o uso de máscaras em lojas e supermercados, tal como nos transportes públicos, embora a medida não se aplique aos empregados nem a bares ou restaurantes.

"Ainda não estamos fora de perigo, por isso temos de fazer o máximo para manter este vírus encurralado e aproveitar o verão em segurança”, disse no parlamento.

Itália

Itália registou 17 mortes associadas à doença covid-19 nas últimas 24 horas, elevando para 34.984 o número de vítimas mortais contabilizadas no país desde o início da crise sanitária em fevereiro, foi hoje divulgado.

Ainda nas últimas 24 horas, os novos contágios pelo novo coronavírus no país foram 114, totalizando até à data 243.344 pessoas que estão ou estiveram infetadas com o novo vírus, de acordo com os dados fornecidos pela Proteção Civil italiana.

Também nas últimas 24 horas, um total de 335 pacientes foram dados como recuperados e curados da doença covid-19.

Desde o início da crise sanitária, a 21 de fevereiro, 195.441 pessoas conseguiram superar a doença em Itália.

Atualmente, os casos de infeção positivos e ativos no país são 12.919, menos 238 em relação a segunda-feira.

A região da Lombardia (norte de Itália) continua a ser a zona mais afetada do país, acumulando 95.173 casos de infeção pelo novo coronavírus desde fevereiro.

Numa intervenção no Senado (câmara alta do parlamento italiano), o ministro da Saúde, Roberto Speranza, afirmou hoje que Itália continua a trabalhar para tentar controlar a curva de transmissão do novo coronavírus, realçando que o risco irá permanecer até que seja encontrada uma vacina.

Como tal, o ministro voltou a incentivar a população italiana a respeitar as medidas de segurança, incluindo o uso de máscara quando o distanciamento físico não é possível ser cumprido e a higienização das mãos.

Roberto Speranza referiu ainda que o governo italiano tenciona prorrogar as medidas preventivas pelo menos até 31 de julho, o que significa que o uso de máscara vai continuar a ser obrigatório em locais fechados e que as restrições de acesso ao país para cidadãos de países fora do Espaço Schengen (espaço europeu de livre circulação) serão estendidas, ou seja, mantém-se a necessidade destas pessoas cumprirem duas semanas de quarentena.

Itália mantém igualmente a "proibição de entrada e de trânsito" para cidadãos de 13 países, que, segundo Roma, apresentam um risco grande devido ao elevado número de casos de infeção.

Esta lista, segundo indicou o ministro italiano, será atualizada "constantemente".

Os atuais 13 países são: Brasil, Chile, Panamá, Peru, República Dominicana, Arménia, Bahrein, Bangladesh, Bósnia-Herzegovina, Kuwait, Macedónia do Norte, Moldávia e Omã.

"Estamos em risco de importar de novo o coronavírus através de cidadãos de outros países ou até de italianos que regressem”, disse o ministro da Saúde, destacando ainda que o país está a dar “atenção máxima" aos migrantes resgatados no mar, que devem cumprir duas semanas de quarentena a bordo de navios italianos no Mar Mediterrâneo.

Em relação ao estado de emergência em vigor no país, que termina em 31 de julho, Roberto Speranza salientou que o governo está a estudar um eventual prolongamento, realçando, no entanto, que compete ao parlamento decidir a adoção da medida.

“Serei claro. Por enquanto, nenhuma decisão foi tomada, um Conselho de Ministros será convocado e o parlamento será o protagonista dessa decisão. Estou convencido de que o estado de emergência deve estar ligado a um período específico e limitado da nossa vida", concluiu o ministro.

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