O autarca de Vila Real, em declarações à agência Lusa, disse ter a garantia de que o centro de controlo de tráfego do Túnel do Marão reabrirá até ao final deste mês e que, “nos próximos dias”, os secretários de Estado das Infraestruturas e da Proteção Civil vão à região formalizar essa decisão.

O túnel abriu em maio de 2016 e, na altura, num edifício contíguo, existia um centro de controlo, com diversos ecrãs e monitores, onde se fazia a vigilância permanente da infraestrutura.

Rui Santos sempre considerou “errada” a opção da IP de retirar o centro de controlo do túnel, transferindo este serviço para a sua sede, em Almada, o que, na sua opinião “diminuiu a capacidade de resposta” a nível local.

O responsável frisou que esta é uma “infraestrutura especial”. O túnel de 5.665 metros está inserido na Autoestrada 4 (A4), entre Amarante e Vila Real.

“Uma das peças fundamentais do sistema de segurança do Túnel do Marão era o edifício e equipamento que está no posto de controlo. Sempre consideramos que a IP tinha agido mal em retirar o centro de controlo dali”, sublinhou.

A decisão de reabrir, segundo o autarca, “vem dar cumprimento” às conclusões do relatório ao incêndio num autocarro que ardeu dentro do túnel, em junho do ano passado.

“O Governo deu ordens claras para que o relatório fosse tido em conta e para que as recomendações fossem adotadas. Não sei o que anda a IP a fazer para, ao fim de mais de mês e meio, ainda não ter cumprido aquilo que foi o despacho dos secretários de Estado”, salientou o autarca.

Um autocarro de passageiros ardeu a 11 de junho do ano passado dentro do Túnel do Marão, inserido na Autoestrada 4 (A4), que liga Amarante a Vila Real. Entretanto, já se verificaram incêndios em mais dois automóveis, dentro do túnel.

Na sequência do primeiro incidente, o secretário de Estado da Proteção Civil ordenou a realização de um inquérito pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

O documento, a que a agência Lusa teve acesso em fevereiro, aponta algumas lacunas e faz recomendações a nível, por exemplo, da revisão dos planos de Emergência e de Intervenção dentro da infraestrutura.

Em despacho publicado também em fevereiro, em Diário da República, o Governo determinou precisamente a revisão “com urgência” e “até 31 de março” dos plano de Emergência Interno do e de Intervenção no Túnel do Marão, ainda a elaboração de um Plano de Prevenção, e a posterior realização de um simulacro de incêndio.

Contactados pela agência Lusa, tanto o ministério do Planeamento e das Infraestruturas como a Infraestruturas de Portugal (IP) não se quiseram pronunciar sobre o assunto.

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