As vítimas estão a recuperar num hospital local e a indignação entre os nova-iorquinos está a crescer devido ao aumento da violência armada na “Big Apple”.

Segundo a estação de televisão ABC7, que cita fontes policiais, o suspeito é Farrakhan Muhammad, um homem de 31 anos de idade, com registo criminal por agressão, que será vendedor ilegal e que, durante o incidente de sábado, terá tentado matar o seu irmão porque este queria denunciá-lo às autoridades.

As vítimas do tiroteio são uma rapariga de 4 anos, que foi alvejada numa perna e cuja recuperação está a evoluir bem, depois de ter sido operada; uma mulher de 23 anos, residente em Rhode Island, que também foi alvejada numa perna; e uma mulher de 43 anos, de Nova Jersey, que foi alvejada num pé, de acordo com os meios de comunicação social locais.

O incidente ocorreu em plena luz do dia na praça mais movimentada de Nova Iorque. Dois a quatro homens iniciaram uma disputa e um deles começou a disparar. Os suspeitos fugiram de imediato do local, de acordo com a polícia nova-iorquina, que manteve a zona encerrada até hoje.

Várias figuras políticas criticaram o aumento da violência armada em Nova Iorque, que se encontra nos piores níveis da última década, com cerca de 300 vítimas de disparos de arma ligeira até agora desde o início do ano, um número 50% acima do registado no mesmo período em 2020.

O presidente da Câmara de Nova Iorque, Bill de Blasio, apelou ao “fim do fluxo de armas ilegais com destino à cidade”, mas o chefe da polícia da cidade, Dermot Shea, disse numa conferência de imprensa que os seus efetivos têm vindo a apreender armas “a um ritmo alarmante nos últimos dois anos”, devido ao que considerou como “más políticas”.

O Provedor de Justiça, Jumaane Williams, sublinhou hoje que o tiroteio “não foi um ataque com um alvo, mas um incidente de violência de rua, numa das áreas mais reconhecidas da cidade e do mundo”, salientando que o mesmo pode acontecer “em qualquer lugar”, pelo que defendeu que seja dada uma resposta ao problema.

O candidato democrata a presidente da câmara, Andrew Yang, um dos favoritos às próximas eleições locais, disse hoje que Nova Iorque “não pode continuar a retirar fundos à polícia”, precisamente uma das exigências dos protestos em reação à morte de George Floyd, há quase um ano, que levou a que a polícia da “Big Apple” visse o seu orçamento emagrecer em cerca de mil milhões de dólares.

Outros rivais na corrida à prefeitura fizeram críticas semelhantes, incluindo Ray McGuire, um candidato negro veterano, que pediu a Bill de Blasio para reorientar a sua estratégia, e defendeu o aumento dos agentes responsáveis pelo combate às armas.

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