"O vice-presidente Biden pretende orgulhosamente aceitar a indicação do seu partido em Milwaukee e dar o próximo passo para tornar Donald Trump um presidente de mandato único", disse Jen O'Malley Dillon, diretora de campanha de Biden, numa declaração distribuída pelo partido.

A convenção está prevista para os dias 17 e 20 de agosto em Milwaukee, Wisconsin, um estado-chave em que Trump venceu em 2016, mas que os democratas tentam conquistar em novembro.

No início deste mês, Biden, de 77 anos, conquistou a indicação democrata depois de ex-rivais, incluindo o senador Bernie Sanders e a senadora Elizabeth Warren, deixarem a corrida e passarem a apoiá-lo.

Após consulta às autoridades de saúde pública, os organizadores da convenção determinaram que "as delegações estaduais não deveriam planear viajar para Milwaukee e deveriam participar remotamente na convenção".

"Liderança significa ser capaz de se adaptar a qualquer situação", disse o presidente do Comité Nacional Democrata, Tom Pérez.

"Ao contrário deste presidente, Joe Biden e os democratas estão comprometidos em proteger a saúde e a segurança do povo americano", acrescentou.

Os organizadores disseram que um processo estava a ser desenvolvido para garantir que todos os delegados pudessem votar remotamente durante a convenção.

Para minimizar os riscos à saúde pública, várias reuniões partidárias serão eliminadas e os democratas estão a implementar novas maneiras de organizar e interagir online com os eleitores.

Desde que o período de confinamento por conta da pandemia foi decretado em março, Biden passou grande parte tempo na sua casa em Delaware, embora tenha começado a participar em eventos de pequena escala.

Trump, por seu lado, voltou aos grandes comícios presenciais na semana passada, mesmo em estados onde os casos do vírus dispararam.

Os republicanos tinham planeado a sua convenção na Carolina do Norte, mas quando o governador se recusou a garantir que um grande comício pudesse ser realizado no meio da pandemia, Trump mudou o local para Jacksonville, na Flórida.

A Flórida está no meio de um aumento nos casos de coronavírus, com 5.508 novos registados na terça-feira. O governador Ron DeSantis alertou para "uma verdadeira explosão" de infeções, principalmente entre os jovens.

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