O PGDL, hoje apresentado numa sessão solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, destina-se a controlar as águas pluviais para reduzir os riscos de cheias e inundações em Lisboa, mitigando os previsíveis efeitos das alterações climáticas.

O plano prevê a construção de dois túneis subterrâneos, com cerca de cinco metros de diâmetro, para escoamento da pluviosidade. Um dos túneis, com cerca de cinco quilómetros, irá ligar Monsanto a Santa Apolónia e um outro, com cerca de um quilómetro, ligará Chelas ao Beato.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), a obra terá “dois efeitos extraordinários para a cidade”, já que “vai ser importantíssima não só durante a chuva”, ao conseguir levar o excesso de água para o rio Tejo, evitando as cheias, como também irá permitir à câmara poupar água, porque as águas pluviais recolhidas serão reutilizadas para rega de espaços verdes, reforço das redes de incêndio e lavagem de ruas.

Segundo Moedas, atualmente a fatura da água da Câmara de Lisboa é de quatro milhões de euros e 75% deste consumo é usado para fins de água não potável.

“É uma das maiores obras no combate às alterações climáticas”, sublinhou.

As diversas intervenções desta obra, que deve ser concluída em 2030, estão orçamentadas em cerca de 250 milhões de euros, com financiamento através de um empréstimo-quadro concedido pelo Banco Europeu de Investimento (BEI), ao abrigo do Plano de Investimento para a Europa.

Mais pormenores sobre o plano podem ser consultados online.

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