O Partido Comunista não concorda com a nomeação de Paulo Macedo para a presidência da Caixa Geral de Depósitos. Jorge Pires deu voz aos comunistas: "Para o PCP, a escolha do próximo Presidente da Caixa assenta em dois critérios fundamentais: competência e identificação com o sentido de serviço público".

Para os comunistas, Paulo Macedo não cumpre estas duas características. Jorge Pires justifica-o com o passado recente de Macedo à frente da pasta da Saúde, "que levou a que uma parte do serviço nacional fosse sendo privatizada". Para além do "crescimento substancial da transferência de dinheiro público para os grupos privados saúde" e por ter sido o homem responsável "por termos atingido mais de um milhão e meio de portugueses sem médico de família", acrescentou.

O porta-voz dos comunistas afirmou que o PCP foi "o partido que desde o início mais procurou que se estabilizasse a situação na Caixa". Não ignorando que o banco público tem problemas, os comunistas pediram desde o primeiro momento uma decisão rápida. Mas Pires sublinha: resolver depressa "não significa resolver mal".

O Partido Comunista, que se reúne este fim de semana em Almada para o seu XX Congresso, reafirma que a escolha é de inteira responsabilidade do PS. "Nós temos por hábito na relação que temos com o Governo: aquilo que é reservado, reservado fica até ao fim", afirmou Jorge Pires, garantindo, no entanto, que a bancada comunista foi informada de tudo, e que também informou os socialistas das suas "reservas" em relação à escolha.

Foi hoje conhecida a escolha do Governo para a presidência da Caixa Geral de Depósitos. Paulo Macedo, antigo ministro da Saúde do Governo de Pedro Passos Coelho, foi escolhido para suceder a António Domingues.

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