Numa conferência de imprensa realizada no Porto, onde decorreu o evento desportivo, Graça Freitas revelou que estas três pessoas estão bem, a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde e em isolamento em unidades hoteleiras.

Graça Freitas acrescentou que estas “não pertencem à mesma bolha”, estando a cumprir isolamento separadas, recusando adiantar a nacionalidade das mesmas.

De entre as 5.600 pessoas testadas estão adeptos e "staff", sublinhou.

Graça Freitas explicou ainda que esta testagem não foi feita num único dia, nomeadamente naquele em que se realizou o jogo da final, mas ao longo dos dias que antecederam o evento desportivo.

A final da Liga dos Campeões, entre Manchester City e Chelsea, decorreu no Porto, no sábado, num jogo com a presença de adeptos ingleses, que durante os últimos dias estiveram aglomerados no centro da cidade, a maioria sem cumprir as regras ditadas pela pandemia de covid-19, como o uso de máscara e o distanciamento físico.

O primeiro-ministro, António Costa, reconheceu hoje que “não correu tudo bem” com a final e os festejos da Liga dos Campeões de futebol, mas não respondeu se havia consequências políticas a retirar.

“Manifestamente não correu tudo bem”, afirmou António Costa, admitindo que “o que aconteceu este fim de semana não pode servir de exemplo” e terá que “servir de lição”.

DGS diz que “maior parte das coisas correram bem” apesar de alguns incumprimentos

A diretora-geral da Saúde considerou hoje que a “maior parte das coisas correram bem” na final da Liga dos Campeões de futebol, no Porto, apesar de “alguns incumprimentos” que não podem servir de “passaporte” para incumprir.

“Há sempre falhas nestes processos, mas a maior parte das coisas correram bem. Eu como espetadora olhei para o estádio e a maior parte das pessoas estava com máscara, sentada com distância e todas elas foram testadas para entrar no estádio, também vi pessoas sem máscara e demasiado juntas”, afirmou Graça Freitas numa conferência de imprensa, no Porto, onde também esteve representada a PSP, Câmara do Porto, Turismo do Porto e Norte e associação de comerciantes.

De modo geral, a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS) assumiu ter havido “algum quebrar de regras e algum incumprimento”, não tendo sido uma situação generalizada à cidade do Porto.

“Devemos cumprir as regras e não é por elas não terem sido cumpridas por algumas pessoas durante algum tempo que isso nos dá um passaporte para incumprir”, afirmou.

Graça Freitas vincou que as regras a cumprir, fundamentalmente as de uso de máscara, lavagem das mãos e distanciamento físico, são de “autoproteção” e de proteção da família, filhos, netos, companheiros de trabalho e amigos.

E não pode ser um exemplo “menos positivo” que leve as pessoas a pensar que estão dispensadas de cumprir as regras de combate à pandemia de covid-19, acrescentou.

“Não estamos a pedir demasiado aos portugueses, estamos a pedir que façam a sua vida de relação e social, mas cumprindo as regras”, ressalvou.

A diretora-geral apelou à disciplina, paciência e calma dos portugueses, sobretudo numa altura em que o país tem “mais pessoas vacinadas” contra a covid-19.

“Não vamos descurar tudo aquilo que nos custo tanto a alcançar”, ressalvou.

Já questionada sobre se o país tem condições para acolher “grandes eventos”, Graça Freitas considerou que “qualquer cidade tem condições para organizar o que for necessário”.

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