A tempestade ‘Franklin’ chegou ao Atlântico Norte na tarde de domingo, enquanto as equipas ainda estavam a limpar árvores caídas e a tentar restaurar a eletricidade a milhares de clientes atingidos pelas tempestades da semana passada, ‘Dudley’ e ‘Eunice’.

A força das chuvas e do vento varreu a Irlanda do Norte e o norte da Inglaterra –, tendo a agência do ambiente inglesa emitido mais de 300 alertas de inundação e os operadores de comboios pedido às pessoas para não viajarem.

Chegada a França, a tempestade provocou, no domingo, a morte de um casal de 70 anos, ao arrastar o carro onde viajavam para o Canal da Mancha.

“Com o vento, o carro derrapou”, explicou o presidente da câmara de Bricqueville-Sur-Mer, Herve Bougon, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

Na última semana, pelo menos 14 pessoas morreram em toda a Europa devido ao mau tempo que, segundo os meteorologistas, está a ser alimentado por uma corrente de vento anormalmente forte sobre o Atlântico Norte.

As tempestades deixaram centenas de milhares de pessoas sem eletricidade e provocaram várias inundações, além de obrigarem a evacuar muitos edifícios cujos telhados foram arrancados pelo vento.

Rajadas de até 140 km/h foram registadas no final do dia de domingo na Ilha de Wight, na costa sul da Inglaterra, depois de o serviço meteorológico do Reino Unido ter avisado que a tempestade ‘Franklin’ produziria ventos generalizados de 100 a 110 km/h.

Uma rajada de 196 km/h, tida provisoriamente como a mais forte em Inglaterra, foi registada na sexta-feira na Ilha de Wight, quando a tempestade ‘Eunice’ atingiu a região.

Na Alemanha, a tempestade de hoje foi menos severa do que as anteriores, mas ainda chegou para derrubar árvores e arrancar o telhado de uma casa em Herdecke, perto de Dortmund.

Os alertas meteorológicos na Alemanha, onde a última tempestade é conhecida como ‘Antonia’, foram já levantados, embora os serviços de transportes continuem interrompidos nas regiões norte do país.

A corretora de seguros Aon estimou que, entre as sucessivas tempestades, as seguradoras vão ter prejuízos na Alemanha de cerca de 1,6 mil milhões de euros.

Já a associação holandesa de seguradoras estimou que as três tempestades causaram danos de pelo menos 500 milhões de euros em todo país, onde foram arrancados telhados de edifícios e árvores, matando quatro pessoas na sexta-feira.

As seguradoras alertaram, no entanto, para a probabilidade de haver mais prejuízos nos próximos dias, já que as previsões apontam para uma continuação dos ventos fortes.

Apesar dos preparativos e avisos das autoridades meteorológicas, “as tempestades de fevereiro provocaram um número recorde de acionamento de seguros e prejuízos enormes”, avançou o diretor-geral da associação holandesa de seguradoras, Richard Weurding, citado pela AP.

Na Dinamarca, a tempestade também derrubou árvores e interrompeu os serviços ferroviários em Copenhaga e arredores, enquanto na Suécia um forte nevão obrigou a suspender os autocarros na capital, Estocolmo.

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