A decisão surge depois de no sábado, dia 16, a passagem destes manifestantes pelo centro da cidade ter resultado em pilhagens, destruição de lojas e incêndios.

A proibição vai aplicar-se a partir do momento que o Executivo tenha conhecimento da "presença de militantes radicais", explicou o primeiro-ministro, Édouard Philippe.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, convocou hoje as principais autoridades de segurança, após a polícia não ter conseguido conter os distúrbios ocorridos durante os protestos do movimento "coletes amarelos" em Paris, no fim de semana.

Mais de 100 pessoas foram detidas no sábado devido aos violentos distúrbios ocorridos durante os protestos dos “coletes amarelos” na capital francesa, indicou a polícia de Paris.

No 18.º fim de semana consecutivo de manifestações contra o Presidente Emmanuel Macron, várias lojas foram pilhadas e incendiadas no centro de Paris e os manifestantes confrontaram a polícia, que respondeu com gás lacrimogéneo e canhões de água.

A violência registada desde há quatro meses em França nos protestos dos “coletes amarelos”, que causou significativos danos este sábado nos Campos Elísios, em Paris, forçou o Governo francês a rever a estratégia de segurança, criticada pela oposição.

Os protestos começaram em 17 de novembro de 2018, com uma manifestação contra o anúncio do aumento do preço dos combustíveis que juntou, na altura, cerca de 282 mil manifestantes.

A subida do preço dos combustíveis não chegou a ser aprovada, em virtude da contestação, mas o motivo dos protestos, que se têm repetido todos os sábados desde então, foi, entretanto, alargado a toda a política fiscal e social de Emmanuel Macron.

Um balanço efetuado no dia 7 de março aponta para a morte de mais de vinte pessoas durante as manifestações, 1.800 feridos e, de acordo com dados do ministério do Interior de França, mais de oito mil detenções.

*Com agências

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