“Saímos daqui com legitimidade reforçada e vou pelo menos garantir que este partido é das bases e não de estruturas ocultas que jogam pelo poder”, afirmou Ventura, em declarações aos jornalistas, já dentro do seu automóvel, quando saía do local da reunião.

Questionado sobre a aprovação da sua lista para a direção nacional aprovada pelos delegados, à terceira tentativa, o presidente do Chega considerou ter sido “um grande teste para noites eleitorais”.

“Hoje o coração ficou um bocado mais fortalecido. Fiquei naturalmente apreensivo, a um determinado momento”, mas “sempre tive esperança de que o congresso me desse a força que precisava para sair daqui reforçado”, assinalou.

O líder do partido disse saber que, “na verdade, não devia ceder” na composição da sua lista para a direção nacional, apesar dos dois “chumbos” antes da aprovação.

“Porque este partido não é de jogos de bastidores, este partido é das bases”, argumentou.

E, “a partir de agora”, com “a legitimidade” conquistada nesta convenção nacional, o líder do parido prometeu impedir que se repita aquilo que se passou hoje, respondendo, quando questionado pela Lusa sobre se pondera alterar os estatutos: “Sem dúvida”.

“Eu próprio vou garantir que isso nunca mais volta a acontecer. Não podemos nunca mais voltar a permitir que jogos de bastidores, jogos de ódios pessoais e jogos de interesses a pensar em autárquicas ou em legislativas possam determinar o Chega”, sublinhou.

Foi “por isso” que “eu não cedi nas listas. Mantive-a exatamente como comecei e não mudaria a lista se desta não passasse, demitir-me-ia”, afiançou.

André Ventura promete lutar por Portugal “até à última gota de sangue”

“Este homem que aqui está vai lutar por vocês até à última gota de sangue para que Portugal seja de novo um grande e enorme país”, acentuou um inflamado Ventura na parte final do discurso, empolgando os fervorosos e ruidosos apoiantes.

O líder partidário garantiu que o Chega não é “um partido do sistema” e nunca será, justificando assim o facto de não ter tido o apoio esperado na votação para a sua lista da direção nacional, tendo mesmo sido obrigado a submetê-la a votos por três vezes até atingir os dois terços requeridos pelos estatutos.

“Aqueles que pensavam que seria um partido como os outros em que jogadas de bastidores decidiam o poder interno, desenganem-se. Este partido é dos militantes. Nunca cederei a jogos de bastidores”, prometeu.

O segundo e último dia de trabalhos, em Évora, durou desde as 08:00 da manhã, com a primeira das três votações, até às 20:20, hora da intervenção de encerramento de Ventura.

“Posso enganar-me ou posso estar certo, mas amo este país mais do que qualquer político em Portugal”, declarou.

O presidente do partido nacional populista referiu-se ainda a comentadores televisivos ou pessoas de outras forças políticas que, durante a tarde, ”foram dizendo que podia ser o ultimo dia de Ventura à frente do Chega”

“Esqueceram-se de que não somos um partido que retira à confiança a quem trabalha por ele e todos os dias entrega a vida por ele”, disse.

Ventura, na única vez em que se virou para fora, citou os nomes de Rio, Costa, Catarina Martins e Jerónimo, sublinhando: “eu ainda aqui estou e vou continuar”.

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