• O Presidente russo, Vladimir Putin, ameaçou hoje a Ucrânia de perder o seu estatuto de Estado, se resistir à investida russa.
  • Horas antes destas declarações de Putin, o cessar-fogo temporário acordado entre as partes, para permitir a saída de civis de duas cidades na Ucrânia, desmoronou-se rapidamente. A abertura prevista de corredores humanitários em Mariupol e Volnovaja, para retirar a população civil, anunciada pela Rússia, foi suspensa, com ambas as partes a culparem-se. Entretanto, o exército russo retomou a “ofensiva” contra cidades no sudeste, entre elas Mariupol.
  • Ainda assim, uma terceira ronda de conversações entre a Ucrânia e a Rússia deverá realizar-se na segunda-feira, segundo anunciou hoje um membro da delegação ucraniana, David Arakhamia.
  • O Comité Internacional da Cruz Vermelha descreveu a situação em Mariupol como "dilacerante", apelando às partes que protejam os civis na Ucrânia, haja ou não um corredor humanitário. "Entendemos que as operações de saída segura de Mariupol e Volnovakha não vão começar hoje. Continuamos a dialogar com as partes sobre a passagem com toda a segurança de civis das várias cidades afetadas pelo conflito", refere o CICV em comunicado.
  • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez hoje um "apelo desesperado" aos senadores dos EUA para que enviem mais aviões, para combater a invasão russa, tendo recebido a promessa de mais ajuda militar.
  • Putin, por sua vez, continua a endurecer as críticas ao Ocidente e disse mesmo que olhará para as sanções impostas pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos como uma “declaração de guerra”.
  • Vladimir Putin disse ainda que a Rússia considerará co-beligerante qualquer país que tente impor uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia, uma medida pedida por Kiev que a NATO rejeitou. “Consideraremos qualquer desenvolvimento nessa direção como uma participação no conflito armado de qualquer país em cujo território seja criada uma ameaça para os nossos soldados”, disse o líder russo sobre uma possível “zona de exclusão aérea no território da Ucrânia”.
  • No campo diplomático, vários atores internacionais mostraram-se hoje disponíveis para mediar negociações entre Kiev e Moscovo.
  • O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que vai pedir ao seu homólogo russo, num telefonema a fazer no domingo, para que “ponha fim imediato à guerra”, oferecendo-se para acolher negociações entre a Rússia e a Ucrânia, anunciou hoje o seu porta-voz.
  • Também o primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, esteve em Moscovo para um encontro com Putin, tendo sugerido mediar as negociações.
  • O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que uma escalada do conflito na Ucrânia terá consequências económicas "devastadoras" a nível mundial e  "com efeitos colaterais para outros países".
  • Pelo menos 351 civis ucranianos morreram e 707 ficaram feridos na sequência da invasão russa da Ucrânia, de acordo com o balanço hoje divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Segundo as Nações Unidas, a maioria das vítimas civis foi causada pelo uso de armas explosivas com “ampla área de impacto”, através de artilharia pesada, lançamento de foguetes e ataques aéreos.
  • O governo dos EUA advertiu os cidadãos americanos que vivem ou viajam na Rússia a "partir imediatamente", em novas directrizes, publicadas hoje, pelo Departamento de Estado norte-americano.

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