A comunicação entre condutores é fundamental para a segurança e a fluidez do trânsito. Indicar atempadamente para onde vamos, através do sinal de mudança de direção é obrigatório mas é igualmente um ato de cidadania e de educação. “Fazer o sinal de mudança de direção é fácil, não tem custos e permite um melhor relacionamento entre os condutores e fornece informações muito úteis também para os peões”, refere José Miguel Trigoso, Presidente da Prevenção Rodoviária Portuguesa.

Embora seja um gesto relativamente simples e fácil de executar, em Portugal os condutores parecem ter alguma dificuldade em utilizar com regularidade o sinal de “pisca” quando pretendem mudar de direção à esquerda ou à direita.

A conclusão é agora apresentada num estudo da responsabilidade da Prevenção Rodoviária Portuguesa, que através da observação de 1.242 casos em 11 cidades do país, numa amostra composta por 895 homens e 347 mulheres, verificou que só 53,8% dos condutores assinalaram a mudança de direção.

O estudo nota ainda que são as mulheres que mais uso fazem do “pisca”, com uma percentagem de 60% contra 51% dos homens.

De acordo com a Prevenção Rodoviária Portuguesa é na mudança à esquerda que ambos os géneros mais usam o sinal (62% das mulheres e 55% dos homens), comparativamente à direita (58% das mulheres e apenas 46% dos homens), sendo evidente que menos de metade dos condutores do sexo masculino observados utiliza os indicadores de mudança de direção quando vira à direita.

“É interessante registar que grande parte dos condutores indica esta falha na comunicação entre condutores aos outros, acabando eles próprios por apresentar o mesmo comportamento que criticam”, conclui José Miguel Trigoso.

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