Em declarações à Lusa, Domingos Silva, vice-presidente da autarquia do distrito de Aveiro que está em estado de calamidade pública desde 17 de março devido à Covid-19, explica que a visita parte de um convite do executivo camarário, já que "presidente e vereadores são todos cristãos e quiseram a bênção de D. Manuel Linda" para esse equipamento de saúde.

A estrutura montada na Arena Dolce Vita foi batizada com o nome "Anjo d'Ovar", está equipada "com 28 camas", tem capacidade para "acolher até 100 se isso se revelar necessário" e aguarda agora a chegada do material técnico que lhe permitirá começar a acolher doentes cuja condição exija internamento.

"A equipa médica está a ser contratada pelo Hospital de Ovar, a Câmara também está a contratar assistentes operacionais para garantir ao local condições de funcionamento 24 horas por dia e o que está em falta agora é só o equipamento médico", afirma Domingos Silva.

Esse material está a ser custeado pela Câmara Municipal "porque de outra forma não ficaria disponível tão cedo", e envolve sobretudo monitores para controlo de sinais vitais e leitura de eletrocardiogramas.

Uma vez operacional, essa unidade de saúde temporária irá "mais do que duplicar a capacidade de internamento do Hospital de Ovar", que, segundo indicação da respetiva direção, é atualmente de 21 camas.

Quanto à disseminação da covid-19 pelo território de Ovar, que envolve cerca de 55.400 habitantes e 148 quilómetros quadrados, o chefe do Executivo camarário, Salvador Malheiro, indicava esta tarde que se registaram "mais dois óbitos no município, totalizando já 18 falecimentos" motivados pelo novo coronavírus.

"Infelizmente, o número de infetados confirmados em Ovar não é 273 como hoje vem descrito no relatório da Direção-Geral de Saúde, mas sim 477, de acordo com a Autoridade Local de Saúde. Dou os nomes [para verificação], se quiserem!", dizia o autarca social-democrata na rede social Facebook.

O presidente da Câmara realçou ainda que os "números reais" de novos infetados "contrariam a tendência verificada nos últimos dias", quando se observou um decréscimo na percentagem diária de novos casos.

"A justificação estará na chegada de um grande número de resultados de testes", sendo que no concelho sob cerco profilático desde 18 de março, já se realizaram, pelas contas da autarquia, "mais de 2.100" exames de rastreio.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de covid-19 foi detetado na China em dezembro de 2019 e já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 82.000 morreram. Ainda nesse universo de doentes, mais de 260.000 recuperaram.

Em Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, o último balanço da Direção-Geral da Saúde indicava 380 óbitos entre 13.141 infeções confirmadas. Desse universo de doentes, 1.211 estão internados em hospitais, 196 recuperaram e os restantes convalescem em casa ou noutras instituições.

A 17 de março, o Governo declarou o estado de calamidade pública no concelho de Ovar, que a partir do dia seguinte ficou sujeito a um cerco sanitário com controlo de fronteiras e suspensão de toda a atividade económica que não envolva bens de primeira-necessidade. A medida foi entretanto prolongada até 17 de abril.

A 19 de março, foi decretado o estado de emergência em todo o país, o que também vigorará até às 23:59 do 17 de abril, sendo que, desta quinta-feira até à próxima segunda, a população está proibida de circular fora do seu concelho de residência, no que o objetivo é desincentivar viagens no período da Páscoa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 750 mil infetados e mais de 58 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 17.669 óbitos em 139.422 casos confirmados até quarta-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Dos infetados, 1.211 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 196 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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