O Serviço Federal de Segurança (FSB, ex-KGB) anunciou no sábado ter detido dez nacionais de países da Ásia central ligados ao grupo Estado Islâmico (EI), que planeavam “uma série de atos terroristas e de sabotagem em Moscovo e em São Petersburgo”.

Segundo o site informativo de São Petersburgo Fontanka.ru, os sete suspeitos detidos nesta cidade estariam a planear ataques contra dois grandes centros comerciais.

O jornal governamental Rossiiskaya Gazeta informou mais tarde, citando fontes dos serviços de segurança, que as pessoas detidas “planeavam ataques terroristas semelhantes ao cenário de Paris”, onde atentados reivindicados pelo Estado Islâmico fizeram 130 mortos há um ano, numa sala de espetáculos, em cafés e restaurantes e nas proximidades de um estádio.

“Muitos engenhos deveriam explodir simultaneamente em lugares muito frequentados. No mesmo momento, em vários bairros da cidade, alguns terroristas (…) deveriam abrir fogo contra a multidão com armas automáticas”, escreve o jornal.

O Rossiiskaya Gazeta acrescenta que as pessoas detidas formavam “um grupo terrorista profissional”.

Segundo o FSB, a operação resultou na apreensão de quatro bombas artesanais, armas de fogo, detonadores, munições e material de comunicação.

A operação foi realizada conjuntamente com as forças de segurança do Tajiquistão e do Quirguistão, duas ex-repúblicas soviéticas da Ásia central de maioria muçulmana, segundo o FSB.

Os detidos admitiram ter estado em contacto com os chefes do Estado Islâmico no Médio Oriente, acrescentou.

Segundo as autoridades do Tajiquistão e do Quirguistão, um milhar de tajiques e cerca de 500 quirguizes combatem nas fileiras do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

O anúncio da detenção surge numa altura em que a Rússia tem em curso, há pouco mais de um ano, uma campanha de bombardeamentos aéreos na Síria, em apoio às forças do presidente Bashar al-Assad, que diz visar apenas islamitas, nomeadamente do Estado Islâmico.

A pertença a uma organização terrorista é punível na Rússia com uma pena de 10 a 20 anos de cadeia, enquanto a liderança de um grupo destes tem como pena uma sentença vitalícia.

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