“As autoridades israelitas mantêm 142 mulheres da Faixa de Gaza em prisões israelitas, incluindo crianças e idosas, que foram presas durante a invasão terrestre a Gaza”, indica um comunicado da Comissão de Assuntos de Detidos e do Clube de Prisioneiros da Sociedade Palestiniana, divulgado na noite de domingo.

Segundo estas organizações, as mulheres palestinianas — algumas “com bebés” — foram colocadas em diversas prisões, incluindo Damun e Hasharon, no norte de Israel.

“As autoridades israelitas estão a praticar crimes terríveis e horripilantes contra os detidos de Gaza, para além de se negarem a revelar o seu destino, o número [de detidos], o local de detenção e as condições de saúde”, acrescenta o comunicado.

O Exército israelita, contactado pela agência noticiosa Efe, não forneceu informações sobre esta situação.

Imagens divulgadas recentemente sobre as detenções efetuadas pelas forças israelitas na Faixa de Gaza motivaram indignação, ao serem exibidos centenas de homens, quase totalmente nus, detidos e muitos com as mãos atadas, vigiados por soldados israelitas fortemente armados.

Em simultâneo, a guerra entre Israel e o Hamas também originou um aumento das incursões militares do Exército judaico na Cisjordânia ocupada, onde desde 07 de outubro já foram mortos pelo menos 250 palestinianos e detidos milhares.

Apenas na noite de domingo, as tropas israelitas prenderam 30 palestinianos, incluindo duas mulheres em Jerusalém, e nas cidades de Hebron, Belém, Ramallah, Jenin, Nablus e Jericó, segundo as duas organizações palestinianas.

O Exército israelita assegurou à Efe que foram detidos 18 “suspeitos” na noite de domingo em várias localidades da Cisjordânia, incluindo “cinco terroristas do Hamas”.

Desde 7 de outubro já foram detidos pelo menos 3.760 palestinianos na Cisjordânia ocupada, com alguns a serem libertados, segundo a Comissão de assuntos de detidos e o Clube de prisioneiros da sociedade palestiniana.

Previamente, o Exército israelita reconheceu ter detido pelo menos 2.000 palestinianos, mais de metade suspeitos de “vínculos” ao Hamas.

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