A ordem executiva assinada esta sexta-feira por Donald Trump suspende a entrada de refugiados em território americano por pelo menos 120 dias e impõe um controlo mais restrito aos viajantes procedentes de países como o Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen.

"Está a funcionar muito bem. Vê-se nos aeroportos, vê-se por todo o lado", disse Donald Trump este sábado aos jornalistas, depois de relatos de que passageiros procedentes dos países visados tinham sido impedidos de embarcar em voos com destino aos Estados Unidos, gerando protestos em vários aeroportos.

O Presidente, Donald Trump, justificou a controversa medida, muito criticada pelos democratas e por organizações de defesa dos direitos cívicos e dos direitos humanos, com o argumento de que esta visa lutar contra os “terroristas islâmicos radicais”.

“Crio novas medidas de controlo para manter os terroristas islâmicos radicais fora dos Estados Unidos. Nós não os queremos cá”, insistiu o Presidente norte-americano durante a cerimónia, no Pentágono, da tomada de posse do seu secretário da Defesa, James Mattis.

Na sequência deste decreto, várias organizações norte-americanas de defesa dos direitos civis já recorreram à justiça. A queixa contra o Presidente Trump, que deu este sábado entrada num tribunal federal de Nova Iorque, foi apresentada pela União Americana das Liberdades Civis. Outras organizações de defesa dos direitos humanos e dos imigrantes exigem a libertação dos dois cidadãos iraquianos que foram detidos na sexta-feira no aeroporto JF Kennedy, devido ao decreto.

Um dos detidos trabalhou para o governo americano no Iraque durante 10 anos e o outro foi para os Estados Unidos para se encontrar com a sua esposa, que trabalha numa empresa americana. O ex-funcionário governamental, Hameed Khalid Darweesh, foi entretanto liberado, informa a AFP.

O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, já reagiu e disse que o Canadá "vai receber" os refugiados rejeitados pelo Presidente dos Estados Unidos. Já o presidente francês, François Hollande, pediu este sábado, numa conversa telefónica com Trump, que respeite o princípio de "acolhimento de refugiados".

O Irão vai proibir a entrada de norte-americanos, reagindo à decisão, considerada "insultuosa", do Presidente dos EUA de restringir chegadas com origem em território iraniano e de mais seis Estados muçulmanos, disse hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros.

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