Yann Moix, ele próprio com 50 anos, confessou numa entrevista à Marie Claire, no dia 4 de janeiro, a propósito do lançamento do seu último livro, Rompre, que, para si, as mulheres de 50 anos são "demasiado velhas”.

Quando questionado sobre se seria capaz de amar uma mulher de 50 anos, o escritor respondeu: "Não, não vamos exagerar. Isso não é possível".

“Um corpo de uma mulher de 25 anos é extraordinário. O corpo de uma mulher de 50 anos não é extraordinário de todo”, afirmou. “Prefiro o corpo das mulheres jovens, é tudo. Ponto”, reforçou o apresentador de televisão, que já realizou três filmes e é também um premiado escritor de romances.

Na entrevista, Moix explicou que quando tiver 60 anos poderá amar uma mulher de 50. "Parecerão jovens" nessa altura, disse.

Moix acrescentou ainda que prefere as mulheres de origem coreana, chinesa ou japonesa, embora admita que a forma como encara o "tipo asiático" possa ser "triste e redutor" para as mulheres com quem sai.

O autor tem estado a ser criticado nas redes sociais por estas afirmações.

Laura Hulley, que trabalha para a embaixada britânica em Paris, desejou no Twitter um bom ano novo a todos os “sexistas”, remetendo para as afirmações de Yann Moix e ironizando que, para ele, “as mulheres têm uma data de validade”.

Também a ex-primeira-dama Valérie Trierweiler, mulher de François Hollande até 2014, dedicou uma publicação na sua conta oficial do Twitter a Yann Moix, partilhando uma primeira capa do Charlie Hebdo de crítica à “falocracia”.

No Twitter têm estado a ser publicadas ainda fotografias de mulheres artistas de cinema perto dos 50 anos, incluindo Halle Berry, Jennifer Aniston e Monica Bellucci, no sentido de contrariar as afirmações de Moix de que as mulheres mais velhas não são atraentes.

Ainda assim, nem todas as vozes têm sido de crítica. Gilles-William Goldnadel, advogado francês e cronista no Le Figaro pergunta na sua conta do Twitter: "Muitas mulheres assumem preferir homens mais novos. E daí?".

O autor já comentou a polémica numa entrevista à estação de rádio RTL, no dia 7 de janeiro, afirmando que não deve nenhum pedido de desculpas e que é um “prisioneiro” dos seus "próprios gostos". "Gosto do que gosto e não tenho de responder perante o 'tribunal do gosto'", disse Yann Moix à RTL.

“Não vejo isto [o facto de não ser capaz de amar mulheres de 50 anos] com orgulho, mas quase como uma maldição. Não é culpa minha”, afirmou Moix, explicando que acredita que “não somos responsáveis pelos nossos gostos, pelas nossas preferências, pelas nossas inclinações”.

O apresentador acrescentou ainda que as mulheres de 50 anos também não olham para ele. "Têm mais que fazer do que andar com um neurótico que escreve e lê todo o dia. Não é fácil estar comigo", disse.

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