"A eleição de Donald Trump como presidente dos EUA poderá aprofundar ainda mais a política externa reacionária e agressiva dos EUA levada a cabo por sucessivas administrações norte-americanas e da qual a candidata derrotada foi destacada protagonista", lê-se em comunicado.

Os comunistas defendem "a importância da intensificação e alargamento da luta pela paz e contra as ingerências e agressões do imperialismo, nomeadamente do imperialismo norte-americano".

No texto, o PCP argumenta que "as eleições para a Presidência, assim como para o Senado e a Câmara de Representantes, realizadas nos EUA, expressaram profundos problemas, contradições e desigualdades que percorrem a sociedade daquele país, que são expressão do aprofundamento da crise estrutural do capitalismo que afeta particularmente a maior potência imperialista do mundo".

O sucessor de Barack Obama vai tomar posse a 20 de janeiro de 2017, numa cerimónia pública junto ao edifício do Capitólio, em Washington, após suplantar a adversária do Partido Democrático e secretária de Estado norte-americana.

"O lamentável espetáculo da campanha eleitoral expressou de forma muito clara a degradação do sistema político dos EUA, facto inseparável da crise social e da desilusão provocada em vastos setores populares pela presidência Obama que, tanto no plano interno como externo, defraudou as expectativas de mudança que falsamente foram alimentadas", vincam os comunistas.

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