De acordo com o comunicado enviado às redações, a 50.ª edição do exercício BALTOPS será comandada e controlada pela STRIKFORNATO (quartel-general das forças navais de ataque e apoio da Aliança), desde o seu ‘Joint Operations Centre’, sediado em Oeiras, distrito de Lisboa, em Portugal, e que se encontra a cerca de três mil quilómetros de distância do Mar Báltico.

“Até 18 de junho, meios navais e aéreos de 18 países aliados e nações parceiras da NATO participam em exercícios de treino real que incluem operações de defesa aérea, guerra anti-submarina, operações anfíbias, interdição marítima e de contramedidas de minas”, refere o mesmo comunicado.

Participam no exercício mais de 40 meios navais, 60 aeronaves e cerca de quatro mil militares da Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, EUA, Estónia, Finlândia, França, Holanda, Itália, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Reino Unido, Suécia e Turquia.

“Pela primeira vez, o exercício incorpora táticas, técnicas e procedimentos de ciberdefesa”, refere o mesmo comunicado.

O BALTOPS, “um dos mais importantes exercícios marítimos na região do Báltico”, será dividido em duas fases de treino no mar: “A fase de treino de aperfeiçoamento de combate (CET) com treino de integração de forças (FIT) e uma fase final tática (TACEX)”.

“Durante os primeiros seis dias (fase CET/FIT), os navios irão navegar pelos estreitos da Dinamarca, focando as operações marítimas em pontos de estrangulamento críticos, garantindo o acesso e a liberdade de navegação no Mar Báltico”, explica.

O culminar do exercício será com a fase TACEX, na qual as forças passarão a interagir “de uma forma mais aproximada da realidade em termos de atuação em resposta a um conflito, e os comandantes terão mais liberdade para executar os seus próprios exercícios táticos”, sendo o objetivo representar assim uma operação real.

O ano passado, apesar de alterações e com menos unidades militares, o cancelamento do exercício da NATO BALTOPS devido à pandemia nunca foi uma opção, tendo a 49.ª edição sido comandada também desde Oeiras.

“Eu sei que muitos exercícios foram ou muito reduzidos ou mesmo cancelados. Quando olhámos para a situação estávamos determinados em fazer alguma coisa. O BALTOPS acontece consecutivamente há 49 anos e parecia errado não o realizar, nem que fosse só com um navio”, explicou então à agência Lusa o contra-almirante Guy Robinson, da Royal Navy, que era segundo comandante da STRIKFORNATO.

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